Discursando em Kafunfu, o Presidente da UNITA, Isaías Samakuva incentivou as populações locais a escolherem um novo gerente para o país. Isto porque, afirmou, um gerente que dá prejuízo não pode continuar a gerir a loja.

“O gerente que dá prejuízo não pode continuar a gerir a loja. É demiti-lo, é tirá-lo. E nós metemos o outro. O gerente que vamos meter, que conhece o sofrimento do povo, que anda pelo país, vos vem ver, que quer o bem-estar pelo povo é a UNITA. A UNITA é que deve gerir o nosso país. Então, no dia 23 de Agosto, nós todos vamos para as eleições e vamos votar no número 1”, afirmou Samakuva, aconselhando o povo a não duvidar da boa governação do seu partido.

“Ninguém tenha dúvidas. É o número 1, é a UNITA, que vai gerir bem o nosso país”, insistiu.

O líder do maior partido na oposição em Angola encorajou os lundas a não aceitarem as mentiras transmitidas pelos dirigentes do MPLA, partido no poder desde 1975, acusando a UNITA de não ter experiência de governar.

“Não haja dúvidas. Há gente que passa no seio das comunidades a dizer que a UNITA só está a falar; a UNITA nunca governou, a UNITA não tem experiência de governar. É mentira”, disse, apontando que o partido no poder não tem experiência que sirva de exemplo de boa governação do país, dando exemplo da populosa localidade de Kafunfu que não possui administrador.

“E eles têm alguma experiência que pode servir ou que possa servir de exemplo. Eu estive a olhar mesmo aqui onde estamos. Kafunfu tem administrador ou não tem? Não tem administrador. Agora vejam só, uma localidade, uma comunidade tão grande como esta; com uma vida económica tão grande, com uma população tão grande. Como é que uma localidade como esta não tem administrador? Quem está a governar o país está a ver bem? Porque aqui devia ser pelo menos uma comuna”, disse Samakuva.

No segundo dia de sua campanha eleitoral na Lunda Norte, Isaías Samakuva apontou o não cumprimento das promessas do MPLA, feitas nas eleições de 2012, nos cinco anos de governação.

O Presidente da UNITA destacou os incumprimentos dos comprometimentos do partido no poder no emprego, casas, no abastecimento de medicamentos aos hospitais, fornecimento de energia, a insuficiência das infra-estruturas escolares, tendo afirmado que, o partido no poder não cumpriu nenhumas das promessas feitas.

“Quer dizer, tudo aquilo que prometeram, não fizeram”, afirmou Samakuva, recordando que nos últimos 5 anos o país regrediu.

Na ocasião, Samakuva assegurou à população que a hora da mudança chegou, fruto de tanto sofrimento que os citadinos da província da Lunda, e os angolanos em geral, enfrentam, apelando a todos os cidadãos para ajudarem a retirar o partido no poder pelos problemas que causou ao país.

“Portanto, nós estamos aqui. Estamos aqui, para dizer que, por causa deste sofrimento que o povo tem passado, a hora da mudança é agora, a hora da mudança chegou. Nós não queremos que o nosso povo espere mais por muito tempo, porque o sofrimento está a aumentar todos os dias. Quem está a governar não está a conseguir governar o nosso país. Portanto, é preciso mudá-lo”, afirmou o líder da UNITA.

Ao longo da sua exposição à população de Kafunfu, Samakuva falou também sobre as violações dos direitos humanos nesta província do país:

“A vila está desorganizada, não aparece ninguém para pôr isso em condições, não há energia, não há aquilo que o povo quer ver. Como é que vamos andar assim? Violações de direitos humanos em grandes quantidades, o povo é perseguido por causa da riqueza da sua terra. Como é que nós vamos viver assim? Alguém de vocês quer continuar assim? A UNITA elaborou um programa, um programa baseado nas suas convicções”

Segundo o presidente da UNITA, “para nós o governo não está ali para que os governantes se tornem em opressores, se tornem em perseguidores do povo. Os governantes para a UNITA são servidores do povo, eles trabalham para o povo, o seu patrão é o povo, eles devem procurar fazer tudo para agradar ao povo”.

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