ANGOLA. “A Sonangol foi confrontada ontem, segunda-feira, dia 6 de Novembro de 2017, com a difusão de diversas informações, em órgãos de comunicação social e outras plataformas, que apontam para uma falta de electricidade generalizada na província da Lunda Norte, com especial incidência na sua capital, Dundo, devido à falta de abastecimento de combustível à central termoeléctrica daquela cidade.

Convém, contudo, esclarecer devidamente os factos.

Não há nenhum “apagão” generalizado na província da Lunda Norte e em especial, na cidade do Dundo. Tem havido, efectivamente, algum atraso no transporte de combustíveis para as províncias do interior, devido ao mau estado das vias rodoviárias, que se acentuou com as fortes chuvas que se abateram sobre o território angolano nos últimos dias.

Esta situação provocou alguns problemas no abastecimento aos locais de armazenamento de combustíveis das várias províncias, forçando a uma gestão criteriosa dos grupos de geradores disponíveis nos diversos locais. A cidade do Dundo dispõe de 8 grupos geradores, 7 dos quais estão desligados, alegando-se a falta de combustível.

Mas a realidade é que na Prodel, que gere a produção da central termoeléctrica do Dundo, existe, neste momento, uma quantidade de 207 mil litros de combustível, o que garante uma autonomia de dois dias e meio com os oito grupos de geradores a funcionar em pleno.

Acresce que, nas próximas 24 horas chegarão às províncias do leste do país 490 mil litros de gasolina e 1 milhão e 300 mil litros de gasóleo, que estão em trânsito. Estão a carregar em Luanda mais 420 mil litros de gasolina e 1 milhão 285 mil litros de gasóleo que têm o mesmo destino – províncias das Lundas e do Moxico.

Não há, portanto, qualquer razão para se utilizar um tom mais alarmista na abordagem, informativa ou técnica, desta questão que teria sido sanada caso fosse aplicado o princípio do contraditório.

A Sonangol mantém um permanente diálogo e cooperação com a Prodel, com os agentes locais de distribuição de combustíveis e com as entidades oficiais que supervisionam o mercado, de forma a que os cidadãos destas regiões tenham pleno acesso a combustíveis e ao fornecimento de luz eléctrica.”

Comunicado da Sonangol

Partilhe este Artigo