O Luís Fernando, mascarado de jornalista, acusou um partido da oposição de ter dado um tiro no pé, por ter convocado uma manifestação contra as falcatruas na organização da próxima eleição. Percebemos perfeitamente porque ele demonstrou, num longo artigo, estranhar essa forma de actuar.

Por Domingos Kambunji

Ele está muito habituado a ver o seu MPLA atirar a matar. Infelizmente são muitíssimos os exemplos que provam essa maneira do MPLA se manifestar, o que o Luís Fernando continua a apoiar.

O governo fica muito agradecido com os desabafos deste tipo de bonecos de trapos. A ditadura até lhes atribui prémios cabeça de Maboque para homenagear este tipo de seres de cabeça com casca dura, onde há muita dificuldade de penetração das correntes de pensamento mais inteligentes da nossa civilização.

No ano de 2017, o Prémio Pulitzer foi atribuído a um jornalista do Washington Post, David Fahrenthold, daqueles a sério, não como o Luís Fernando. O laureado foi homenageado pela sua elevada inteligência na investigação da corrupção na governação. Desmascarou a tentativa de Donald Trump abifar kumbu, como faz e fez em Angola o Zédu.

Este jornalista do Washinghton Post, se vivesse em Angola seria condenado por pertencer a uma organização de malfeitores ou por traição à Educação Patriótica do MPLA. Ou, quem sabe, acabaria por chocar acidentalmente contra uma bala do General Wala.

O Luís Fernando sabe que, em Angola, a felicidade conquista-se com movimentações intelectuais horizontais, a rastejar, criticando a verticalidade e a honestidade.

Formado em jornalismo em Cuba, que mais se poderá esperar do Luís Fernando senão obedecer às ordens superiores para rastejar e bajular?

O jornalista do Washington Post, que referimos anteriormente, revela uma elevada capacidade para investigar e pensar. O Luís Fernando só é capaz de ruminar e, protegido pelos generais do governo angolano, produzir um elevado volume de gás metano.

O Luís Fernando, por cá, tem o futuro garantido até o governo do MPLA ficar irreversivelmente apodrecido. Pouco adiantam as “bocassas” muito frequentes, repetitivas e pouco originais, do Malandro, o Loló, porque o futuro não terá dó deste e de outros Luíses Fernandos cócó.

A comunicação social avança com jornalistas inteligentes, competentes. O Luís Fernando abana, abana mas não convence com a sua formatação em Havana.

Os boçais pensam que o Luís Fernando tem elevadas capacidades intelectuais. Deles é, mas não será por muito tempo, o reino dos… servos de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos.

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