Caras feministas, cordiais saudações. Escrevo esta Nota de Repúdio sobre a maneira em que está a ser feita a censura pública contra o jovem activista cívico angolano, Manuel Chivonde Baptista Nito Alves.

Por Pedrowski Teca

Vejo com bastante preocupação, pessoas que se afirmam Defensoras de Direitos Humanos, sobre tudo as que supostamente lutam contra práticas que visam diminuir ou degradar a dignidade das Mulheres, optem imediatamente pelo extremismo na resolução de conflitos, ignorando as regras basilares do diálogo e repúdio em fóruns próprios, principalmente quando as partes envolvidas são amigas, bem conhecidas e acessíveis.

É mais triste ainda quando, sobre tudo, surgem ameaças de morte em seguintes palavras proferidas pela activista brasileira, Jucyana Myrna Teixeira da Silva, conhecida na rede social Facebook como Jucyana Myrna: “Olha aqui seu idiota. Se eu te pegar tu morre desgraçado. Respeite as mulheres seu porco seboso. Idiota… E ainda se diz revolucionário. Macho escroto. Morra infeliz. Revolucionário de merda você. Idiota”.

Deste modo, noto que o movimento feminista de algumas mulheres angolanas, impulsionada por algumas mulheres brasileiras, encontra em reacções histéricas, inconsequentes, na ofensa, na intolerância e noutros meios reprováveis, o triste caminho para a resolução dos seus problemas. Conforme se tem dito: Na falta de argumento, a ignorância usufrui da agressividade e da ofensa como modo de ataque.

POR QUE DOS ATAQUES?

Tudo começou quando a jovem activista feminista angolana, Luzolo Berneza, mais conhecida por Luz Feliz Luzolo, denunciou no Facebook que o activista Manuel Nito Alves lhe terá apalpado os seios num encontro de confraternização realizado a 2 de Julho de 2017. Pelo que o activista defendeu-se afirmando que o incidente ocorreu em volta de um crachá, que continha elementos simbólicos do feminismo, e que estava estampado por cima do casaco da jovem Luzolo Berneza. O activista, conforme a explicação, na desportiva e num ambiente público e em conversa amigável, tocou (não apalpou) no crachá por curiosidade, sem nenhuma maldade, num evento em que o mesmo se fazia acompanhar da sua esposa, Laurinda Manuel Gouveia, por sinal, companheira feminista da denunciante.

Por se ter achado ofendida, segundo os factos, a situação foi apaziguada no local. No entanto, o caricato é o comportamento e as intenções da suposta vítima e do seu movimento feminista, por ter, no dia seguinte, levado em asta pública tais acusações, sendo que ela conhece pessoalmente a esposa do acusado, que, como amiga, deveria tê-la informado do suposto assédio no evento. Curiosamente, a esposa do acusado, tal como muitas pessoas que participaram da confraternização, não se aperceberam de tal acto, com excepção a um outro jovem activista, Francisco Mapanda (m.c.p. Dago Nível Intelecto). Mapanda, o único que até agora confirmou tal incidente, é quem tivera convidado a Luzolo Berneza na confraternização, surgindo no local, alegações de que os dois têm uma relação amorosa.

PREOCUPAÇÕES

Face à esta situação, inquieta-me não apenas a maneira em que a jovem feminista Luzolo Berneza optou em resolver o assunto, como também o extremismo do movimento feminista quanto à essa situação.

São preocupantes as generalizações que vão surgindo em reacções das feministas, que disparam em todas as direcções, acusando todos os homens de machismo e misoginia.

O movimento feminista angolano transformou-se em um martelo, em cuja perspectiva, tudo se parece com um prego.

Vejo puro aproveitamento. Querem usar o protagonismo do activista Manuel Nito Alves para elevar as suas causas. Não se pode evoluir pisando e humilhando os outros. Noto intolerância e muita falta de respeito. É o cúmulo do niilismo da ética e da moral.

Pessoalmente, acredito que existem várias diferenças entre o homem e a mulher, sendo elas biológicas, físicas, psicológicas, emocionais, etc. Ninguém é superior a outro. Homens e mulheres complementam-se. Acredito e defendo Direitos Iguais, tratando-se de Seres Humanos, em termos de oportunidades e outros tratamentos que dignificam as pessoas.

Agora, é triste o caminho em que este movimento feminista está a se enveredar, principalmente na tentativa de inversão de valores (querer fazer o papel homens) e na intolerância que faz suas integrantes ver machismo em qualquer crítica ao feminismo.

Nota-se a esquizofrenia em pronunciações extremas, ofensas morais e criminosas numa tal de Mel Gamboa, que perdeu o emprego na empresa Semba Comunicações dos filhos do ditador angolano, José Eduardo dos Santos, e encontrou no activismo feminista o refúgio e o fanatismo, que servem-na de capa para destilar o ódio e a frustração que nutre para com os homens. Resta-me saber quem chateou-lhe a vida ao ponto de atingir tamanha frustração emitida por uma mulher tão jovem e desajuizada.

A Mel Gamboa e suas seguidistas são inconsequentes e intolerantes, desrespeitando e bloqueando tudo e todos que criticam as suas convicções. Elas têm de aprender que o facto de elas considerarem justa a sua causa, não as torna imune a críticas.

Será este o tipo de sociedade que as feministas pretendem criar em Angola? São pessoas com o comportamento de Mel Gamboa que queremos ter como exemplares? É neste movimento onde algumas feministas amigas sonham integrar a minha filha recém-nascida, Florbela Conde Teca? Estou estupefacto!

Portanto, devemos condenar qualquer acto que busca diminuir ou denegrir a dignidade humana, tendo em conta que a linguagem ofensiva ou violência verbal é uma forma de opressão, tal como condenamos a violência física, pois ambos têm consequências, sobre tudo, psicológicas ao longo termo.

Desta forma, eu repudio a maneira em que o movimento feminista angolano está a censurar publicamente o jovem activista, Manuel Chivonde Baptista Nito Alves.

Defendo o diálogo como o mecanismo primordial na resolução de conflitos, principalmente por parte de pessoas que afirmam estar do mesmo lado da “luta”.

Para não cairmos ao descrédito, os conflitos devem ser resolvidos em fóruns próprios, com imparcialidade e isenção, ao contrário da posição extrema das feministas, que foram crucificando o Nito Alves em praça pública, onde ironicamente alguém rematou: “O lobo sempre será mau se você apenas ouvir e considerar a versão da Chapeuzinho Vermelho”.

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