ANGOLA. A Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA) manifestou solidariedade para com a greve de professores do ensino geral, que hoje terminou, devido à “nobreza das causas” em reivindicação.

Numa moção de solidariedade, a CGSILA manifestou ainda o seu “sentimento de repúdio” contra os pronunciamentos dos dirigentes da Federação Sindical de Trabalhadores da Educação, Cultura, Desporto e Comunicação Social, filiados na União Nacional dos Trabalhadores Angolanos, a maior confederação sindical do país.

A CGSILA repudiou o facto de a referida federação sindical ter considerado os dirigentes do Sindicato de Professores (Sinprof) e os professores do subsistema de Ensino Não Universitário como “antipatriotas”, estando estes “no exercício dos seus direitos consagrados pela Constituição e por Leis angolanas”.

No documento, os sindicalistas sublinham que a Constituição da República de Angola reconhece aos trabalhadores a liberdade de criação de associações sindicais para a defesa dos seus interesses individuais e colectivos, nomeadamente a greve.

A concluir, a CGSILA “reafirma a unidade pelo trabalho, pela Justiça e pelo progresso social”.

O Sinprof diz aguardar desde 2013 por respostas do Ministério da educação e das direções provinciais de Educação ao caderno reivindicativo, nomeadamente sobre o aumento do salário, a promoção de categoria e a redução da carga horária, mas “nem sequer 10% das reclamações foram atendidas”.

No decurso da greve, que cumpre hoje o seu terceiro e último dia, pelo menos dois professores foram detidos pela polícia, denunciou o Sinprof.

Lusa

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