“Nos últimos meses, foi implementado um processo de readaptação técnica, com o objectivo de modernizar a estrutura da Refinaria de Luanda, o que lhe garantiu uma maior capacidade de refinação e de fornecimento de derivados de petróleo”, afirma a Sonangol em comunicado.

Segundo a petrolífera estatal, é “de destacar que, durante o referido processo, foram cumpridos os mais exigentes procedimentos e testes de qualidade e segurança estando a Sonangol agora em condições de fornecer Fuel Oil, não apenas às empresas cimenteiras, mas a qualquer outro cliente que pretenda adquirir este produto”.

“A Refinaria de Luanda efectuou com sucesso, nesta sexta-feira, 10 de Novembro de 2017, os primeiros carregamentos de Fuel Oil para camiões que estão ao serviço das cimenteiras CIF, que adquiriu 35 metros cúbicos, e Fábrica de Cimento do Kwanza Sul (FCKS), que comprou 38 metros cúbicos do referido combustível”, revela a Sonangol.

Assim, diz, “o carregamento de Fuel Oil, realizado na passada sexta-feira, marca o final de um conjunto de constrangimentos e bloqueios operacionais que tiveram início em 2003, com as obras no Porto de Luanda, que afectaram e desactivaram parte significativa das estruturas de armazenamento e comercialização da empresa. Estas obras impediram o fornecimento daquele combustível a alguns clientes, entre os quais as fábricas cimenteiras”.

“O processo de fornecimento deste produto conheceu novos desenvolvimentos em 2007 com a criação de um “pipeline” que ligou a Refinaria à cimenteira Nova Cimangola – que na altura era o único cliente utilizador de Fuel Oil em Angola – e que passou a ser abastecida por esta via. Em 2015, com a construção de novas fábricas de cimento, outros clientes, como a FCKS, recebiam o produto através das instalações do Lobito. No ano seguinte, em 2016, houve um acordo comercial entre as cimenteiras que acordaram usar os tanques e as instalações da Nova Cimangola para fornecimento de Fuel Oil. Este procedimento manteve-se até Fevereiro deste ano”, recorda a Sonangol.

Explica a empresa dirigida por Isabel dos Santos que “durante este período, a decisão de aumentar a capacidade operacional da Refinaria de Luanda, que tem vindo a ser implementada nos últimos meses, permitiu a esta subsidiária da Sonangol capacitar-se e fornecer de forma directa e consistente, Fuel Oil e outros derivados de petróleo às cimenteiras e outros clientes”.

“Ao longo dos últimos cinco anos o Fuel Oil sofreu vários ajustamentos no preço devido à sua cada vez maior qualidade, o que permite a aplicação, a este produto angolano, de preços superiores à média do mercado. Esta qualidade é comprovada através dos grandes volumes de exportação da Sonangol, que constituem uma importante fonte de divisas”, esclarece o comunicado da petrolífera.

Assim, “o preço evoluiu dos 25 kwanzas por quilo, em 2013, para os 91 kwanzas/kg, em 2015 aquando da retirada do subsídio de combustível. Os preços praticados hoje foram estipulados em Janeiro de 2016 e fixam-se nos 71,31 kwanzas/kg, sendo que para as cimenteiras e outros grandes compradores, é praticado um preço de 68,50 Kwanzas/Kg”.

“É de salientar que este processo de operacionalização e modernização da Refinaria de Luanda, que permite agora o fornecimento de Fuel Oil nas condições referidas, resulta do plano de transformação da Sonangol, que introduziu já várias melhorias na “performance” da empresa”, sendo “igualmente de realçar que o Fuel Oil produzido pela Refinaria de Luanda é de qualidade superior e, consequentemente, é comercializado internacionalmente a um preço mais elevado no mercado, tendo muita procura. Nesta fase a Sonangol, tem realizado com sucesso exportações de Fuel Oil, o que permitiu aumentar a receita e ganhar divisas para empresa.”

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