ANGOLA. A produção petrolífera angolana registou em Julho uma queda equivalente a 19.300 barris diários, continua atrás da Nigéria, que pelo terceiro mês consecutivo está na liderança entre os produtores africanos, segundo a OPEP.

De acordo com o último relatório mensal da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), divulgado hoje, Angola atingiu em Julho uma produção diária média de 1,646 milhões de barris de crude, com dados baseados em fontes secundárias.

Com este registo, em volume produzido, Angola continua, pelo terceiro mês, atrás da Nigéria, país que viu a sua produção aumentar mais 34.300 barris diários de Junho para Julho, chegando à média de 1,748 milhões de barris por dia, de acordo com os dados da OPEP.

Durante praticamente todo o ano de 2016 – e até Maio último – que Angola liderava a produção de petróleo em África.

A produção na Nigéria foi condicionada nos últimos meses por ataques terroristas, grupos armados e instabilidade política interna.

O acordo entre os países produtores de petróleo, para reduzir a produção e fazer aumentar os preços, obrigou Angola a cortar 78 mil barris de crude por dia com efeitos desde 1 de Janeiro, para um limite de 1,673 milhões de barris diários.

O mesmo relatório da OPEP refere que em termos de “comunicações directas” à organização, Angola terá produzido 1,668 milhões de barris de petróleo por dia em Julho (mais 6.000 barris diários face a Junho), enquanto a Nigéria terá chegado aos 1,674 milhões de barris diários (mais 117.200 barris por dia).

O documento acrescenta igualmente dados sobre as compras de petróleo pela China no mês de Junho, com Angola a manter-se entre os principais fornecedores, com uma quota de 13%, além da Rússia (18%) e da Arábia Saudita (11%).

Angola enfrenta desde final de 2014 uma profunda crise económica, financeira e cambial decorrente da forte quebra nas receitas petrolíferas.

Em menos de dois anos, o país viu o preço do barril exportado passar de mais de 100 dólares para vendas médias, no primeiro semestre de 2016, de 36 dólares por barril, segundo dados do Ministério das Finanças.

Lusa

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