Nem Aristóteles, Platão, Kant, Nietzsche, Marx ou o filósofo português José Sócrates se lembraram da “não resposta para o imediato” para criarem uma nova teoria social e, em especial, sobre a actuação do Sistema Judicial.

Por Domingos Kambunji

Apenas Luvualu de Carvalho (Louvalozédu para os íntimos) conseguiu encontrar uma explicação, muito subjectiva, para os casos de ambiguidade, contradição, desonestidade e corrupção, inspirado nas correntes filosóficas das universidades angolanas de Paihama, Kangamba, João Galináceo Infantil, José Zé Ribeiro, Bornito de Sousa, etc.. Esta nova teoria explica-se fundamentalmente através da seguinte frase:

“Sobre estas questões particulares não tenho resposta para o imediato”!

Isto é como quem diz: o lixo deve-se esconder debaixo do tapete e quem protestar contra os fedores será condenado por pertencer a uma organização de malfeitores.

As pessoas ficaram totalmente esclarecidas com este argumento usado por Louvalozédu para defender o chiqueiro intelectual, a incoerência e a arrogância que norteia a cleptocracia do “reigime” do MPLA. Quem tem cu tem medo e, por isso, é melhor não tentar arranjar uma explicação inteligível para tanta corrupção implementada em Angola. É necessário aceitar os factos como eles são e continuar a respeitar, temivelmente, as “ordens superiores” de gente delinquente.

O Louvalozédu não tem resposta no imediato sobre o adiamento da visita da Ministra da Justiça portuguesa, Francisca Van Dúnem, a Angola. Claro que se tentasse dar uma resposta correria o risco de morrer engasgado, por falta de assistência médica num dos hospitais estatais do muito doente Serviço Nacional de Saúde de Angola.

Esta senhora, natural de Angola, pela competência, inteligência e, sobretudo, pela persistência, é uma enorme espinha atravessada na garganta do MPLA. Não nos esqueçamos que ela é irmã e cunhada de vítimas fuziladas pela ditadura do MPLA, tendo adoptado um sobrinho que ficou órfão devido aos massacres do 27 de Maio de 1977, o que facilitou a ascensão política de demagogos corruptos, como são os casos de José Eduardo dos Santos e dos seus herdeiros políticos e familiares.

Francisca Van Dúnem é Ministra da Justiça de um país onde o Sistema Judicial não recebe e não obedece a “ordens superiores” do Primeiro-Ministro ou do Presidente da República.

Em Angola não é assim. O Sistema Judicial é um anexo do Palácio Presidencial. O Sistema Judicial angolano é cúmplice do bacanal zéduardano. É por isso que o Louvalozédu está muito indignado por o Vice-Presidente ter sido acusado em Portugal por corrupção activa, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. É natural que o “reigime” angolano manifeste este estado de espírito. O Vice-Presidente foi e é um boneco mandado para cumprir as ordens do clã Dos Santos, que tanto tem roubado. É óbvio que para esta constatação o Louvalozédu só tem uma explicação:

“Sobre estas questões particulares não tenho resposta para o imediato”!

Recordemos que, há poucas semanas, o Sistema Judicial dos EUA impediu a implementação de uma “ordem superior” do Presidente Donald Trump. A Procuradora Geral da República, interina, aconselhou o seu staff a não defender a implementação da intenção do presidente.

Em Angola é diferente. Angola é uma espécie de nação onde o “Porcariador” Geral da “Reipública” é cúmplice e beneficiário da corrupção. A função do “Porcariador” Geral da “Reipública” de Angola é prender e condenar gente inocente e proteger a oligarquia delinquente. Em Angola o Vice-Presidente goza de imunidade, como membro do (des)governo…

Na Europa ou na América do Norte um Vice-Presidente ou Primeiro-Ministro conivente com a corrupção do Presidente, generais e outros que tais perderia a imunidade e seria investigado pelos sistemas Legislativo e Judicial. Em Angola não é assim e o Louvalozédu só tem uma explicação para esse facto:

“Sobre estas questões particulares não tenho resposta para o imediato”!

Seria esta a principal razão porque o Louvalozédu andava com a paranóia de que a NATO iria atacar Angola, a pedido dos Revus? Seria por o “reigime” do MPLA e o seu presidente se comportarem como o Saddam Hussein, o Kadafi, o Bashar al-Assad e o Vladimir Putin? O Louvalozédu esteve e está completamente enganado. A NATO não se dedica a acções profilácticas de combate a parasitas facocheros. Esta subespécie angolana de porcinos acabará por apodrecer, vítima de uma das pestes suínas africanas que anda a proteger.

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