Não vale a pena esperar, nem mesmo se for sentado num confortável sofá. Nada mudará com o Governo de João Lourenço, tal como já previu o nosso director-adjunto Orlando Castro. Tudo vai continuar na mesma? Não. Sejamos optimistas. Tudo vai… piorar (se é que isso é possível).

Por exemplo, a corrupção deve continuar em alta e uma simples prova disso é o facto de Angola ter entrado em litígio com as autoridades de justiça de Portugal no prosseguimento de uma tomada de atitude musculada, copiada a papel químico da postura do Outro-Senhor, ao que acresce um leque de «ameaçazinhas» económicas e financeiras, o tudo em defesa de uma mais que evidente trafulhice financeira perpetrada por Manuel Vicente aos olhos dos mais débeis analistas.

Em politica interior, JLO deve ter batido um recorde do mundo em celeridade de incumprimento de promessas feitas em campanha eleitoral, ao emagrecer o Governo, promessa sua, engordando-o por tabela seca.

Expliquemo-nos, o novo presidente cortou dois ministérios no rol geral. Mas não se esqueceu de salvaguardar as suas gorduras ao nomear dois elementos a mais do que anteriormente no seu próprio Gabinete Presidencial, com poderes comparáveis aos de ministro nos seus respectivos sectores.

No dia 5 do mês em curso, JLO, deu-lhe uma veneta e, sem sequer o ter chamado à pedra e esclarecer, exonerou por decreto António Rodrigues Afonso Paulo do cargo de Ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, por não ter comparecido à cerimónia da sua tomada de posse. Em substituição nomeou Jesus Faria Maiato.

Em relação à corrupção, citemos Rafael Marques, «isso é mais ou menos como prometer que se vai cuidar das galinhas e depois pôr a raposa dentro do galinheiro a cuidar das galinhas». Angola é formalmente uma democracia, tem partidos, mas o partido dominante continua a funcionar como se fosse um partido único.

E as pessoas que estão ligadas a José Eduardo dos Santos, ou que eventualmente venham a estar ligadas a João Lourenço comungam todas desses mesmos princípios, em suma, para combater a corrupção JLO tem de atacar de fronte o disco duro do MPLA de que ele faz parte integrante. Por trás disto tudo perfila-se o já referido disco duro do MPLA, formatado pelo ex-presidente e actualmente chefe supremo do partido no poder, JES.

Não tenhamos ilusões, JLO vai-se portar muito bem e obedecer ao que JES lhe disser para fazer, de cabeça ao alto, para disfarçar. O controlo, remoto, mas pouco! Isto sem esquecer que, do alto do seu cadeirão de poder político, real, ele sente os alicerces do estrado, muito velhos, já longe da realidade actual.

Complicado… JLO mal toca no leme, o barco tem controlo remoto e várias vezes tínhamos aqui referido as macaquices da UNITEL em vários modos de exploração do mwangolé. Hoje damos um singelo exemplo que nos foi comunicado no Facbook pelo nosso amigo Fridolim Correia, poeta maior perante o Padre Eterno: «Andei a lutar para enviar um “presente virtual” ao kota Félix Correia, e lá o skype estava a cobrar “dinheiro virtual” para enviar um presente que era também “virtual”, visto que o kota Félix Correia jamais experienciaria um orgasmo sequer, esfregando os dedos sobre tal presente, porque…”virtual” apenas! Mas estavam a cobrar (o skype) “dinheiro electrónico”, portanto, igualmente “virtual”, que depois seria descontado “de forma não virtual”, das parcas escamas que ainda tenho a teimosia de guardar naquele covil que nos ensinaram a chamar banco, para fingir que também sou de “poupança”… e então decidi apenas dizer parabéns, Kota Félix Correia, não custa nada, não precisa PIN, nem número de conta… parabéns kota, mil parabéns, que te intoxiques com os parabéns, que os bebas como Heinneken, que os fumes como marijuana, que os snifes como cocaína, os meus votos de parabéns, que os injectes nas tuas veias, que os tatues na pele, que os faças contar na graduação dos óculos, parabéns…kota, muito parabéns!!! (ufááááá…. agora vou espreitar o meu saldo bancário a ver se descontaram alguma coisa)».

A verdade é que o Skype é uma ferramenta da internet que permite telefonar para muitas partes do mundo sem pagar um tostão. Em Angola, não, em todo o caso se vos acontecer telefonar para o estrangeiro pela rede UNITEL e distraidamente prolongar a chamada por mais de uns vinte a trinta minutos, um saldo inteiro de 4 MG (megabites) desfaz-se em nada e você não compreende por que razão a gratuitidade é tão cara. A UNITEL não brinca em serviço, vai telefonar pra tua avó! Este exemplo data de há uns meses, na próxima semana teremos todo um artigo e uma alusão neste espaço sobre uma autêntica roubalheira apanágio das nossas companhias de telecomunicações.

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