ANGOLA. O primeiro chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, general João Baptista de Matos, está vivo. As informações sobre a suposta morte de João Baptista de Matos, de 62 anos, começou hoje a circular em Luanda nas redes sociais, tendo vários órgãos de comunicação social da imprensa divulgado a notícia. Governo responsabiliza a TPA pelo sucedido.

Uma nota de esclarecimento do Estado-Maior General das Forças Armadas de Angola sublinha que “é infundada e desprovida de verdade” as notícias que avançaram a morte do general João de Matos.

João Baptista de Matos, um dos mais conceituados generais das Forças Armadas Angolanas, que ajudou a criar, a 9 de Outubro de 1991, liderou a força militar angolana enviada para a República Democrática do Congo, a pedido do então Presidente Laurent-Desiré Kabila, na guerra civil que atingiu o país vizinho, em 1998.

Foi chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas entre 1991 (antes das primeiras eleições angolanas) e 1999.

A situação, provocada em primeiro lugar pela TPA, levou o ministro da Comunicação social e emitir o seguinte comunicado.

“O Ministério da Comunicação Social, lamenta por este meio, o erro involuntário cometido pela Televisão pPública de Angola, ao anunciar no seu jornal da tarde de hoje, 31 de Outubro de 2017, às 13 horas, o suposto falecimento do General João de Matos em Espanha.

Fê-lo com base em informações de várias fontes, em princípio altamente credíveis e próximas do antigo Chefe do Estado-maior general das FAA, o que, sendo uma contingência de profissão, não diminui as suas consequências. A TPA, foi o único órgão de comunicação social público a, infelizmente cometer esta falha.

Em face disso, o Ministério da Comunicação Social pede desculpas aos telespectadores da TPA e em particular à família, amigos e companheiros de armas do General João de Matos.

Em meu nome pessoal e de todos os trabalhadores da comunicação social, em particular da TPA, desejo ao general João de Matos, votos de saúde e rápida recuperação.

A terminar, o Ministro da Comunicação Social informa a opinião pública que serão encetadas imediatamente diligências para apurar se a falha cometida pela TPA, se deve eventualmente a motivações adicionais, além de um lamentável acidente profissional.”

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