É revoltante, nojenta, muito porca, anti-democrática e anti-ética a campanha eleitoral, implementada e muito propagandeada pelos obedientes órgãos de propaganda oficial do re(i)gime angolano, para promover João Lourenço “Malandro” como herdeiro do trono.

Por Domingos Kambunji

O uso de imagens de crianças ou adultos com atrasos no desenvolvimento físico e de outro tipo, ou portadores de doenças degenerativas, para ilustrar as reportagens tendenciosas, fanáticas, promovendo o “Malandro” é lamentável. Essas pessoas merecem respeito e, sobretudo, confidencialidade. Só mentalidades boçais, estúpidas se servem dessas imagens para campanhas políticas em regimes despóticos como é o caso de Angola.

Esse facto ainda é mais lamentável porque as pessoas com atrasos no desenvolvimento são vergonhosamente negligenciadas pelos poderes executivo e legislativo de Angola. Não adjectivamos o sistema judicial porque, como todos sabemos, esse sistema é serviçal, bajulador e igualmente boçal!

Passamos a explicar a nossa revolta por Angola ser governada e sofrer da manipulação de mentalidades (“Educação Patriótica”, segundo o regime) de demagogos e ignorantes. Talvez por isso o “Malandro” não revele qualquer vergonha em apresentar-se como candidato do futuro, isto é, como um continuador da demagogia e da rebaldaria na cleptocracia.

Ainda não há muito tempo o Jornal de Angola, a fiel imagem do re(i)gime corrupto de José Eduardo dos Santos e do “Malandro”, publicou uma reportagem sobre as crianças com autismo em Luanda. Dizia o “jornalista inteligente” que essas crianças sofriam de uma “patogenia”. Ficámos muito tristes por um assunto tão sério ser tratado de um modo tão infantil, leviano e ignorante.

Por acaso o jornal do sipaio José Ribeiro será capaz de explicar aos angolanos e ao mundo qual é o agente patogénico que provoca o autismo? Tanta ignorância e demagogia só poderá desaguar na estupidez, a característica principal da visão e da missão sanzaleira do Jornal de Angola.

O mesmo “jornalista inteligente” definia as crianças com autismo como seres humanos com ar triste, distante… Só queremos lembrar aos mais distraídos e informar os ignorantes do Jornal de Angola de que muitos génios nas áreas da Ciência, Arte e da Inovação Tecnológica eram/são autistas. Conhecemos pessoas com um elevado sentido de humor portadoras de autismo.

Donald Trump, durante a campanha eleitoral, fez escárnio de uma jornalista com atrasos no desenvolvimento. Isso provocou uma profunda revolta nos cidadãos norte-americanos. Veio a dar origem a manifestações públicas de pessoas com elevadas capacidades de raciocínio, com paralisia cerebral, com percursos académicos muito respeitáveis, demonstrando que não são “deficientes”.

Os parasitas do governo do MPLA não podem mostrar obra feita no Ensino Especial. O Orçamento Nacional foi/é canalizado para a Roubalheira Nacional dos comensais Santos & Generais.

O Jornal de Angola e o “Malandro” preferem andar a brincar com coisas muito sérias desrespeitando a dignidade humana. O “Malandro” e o Jornal de Angola aproveitam-se das imagens da falsa caridadezinha como trampolim para continuarem a parasitar no re(i)gime corrupto do MPLA.

O Jornal de Angola é dirigido por retardados mentais. Um exemplo disso é a fotografia que publica na primeira página para propagandear e vulgarizar a imagem do “Malandro” como líder, violando todos os valores da ética e do respeito pelas condições que provocam os diversos atrasos no desenvolvimento das capacidades de seres humanos.

Na verdade, isto não é jornalismo, é estupidez, boçalidade.

Foto publicada pelo Jornal de Angola sem, contudo, desfocar (como acontece nesta reprodução) a imagem da criança.

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