ANGOLA. Quase 1.200 famílias ficaram desalojadas nos últimos dias na província do Moxico, leste de Angola, em consequência das fortes chuvas. A situação afecta sobretudo a vila de Cazombo, município do Alto Zambeze, tendo as enxurradas provocado o desabamento de quase 400 casas de construção artesanal em vários bairros.

Estas famílias – 1.195 segundo o último registo – estão agora a viver ao relento, em função da falta de meios da protecção civil em quantidade suficiente para prestar apoio.

A protecção civil angolana vai receber menos um milhão de euros em 2017, um corte de 5% face ao Orçamento Geral do Estado (OGE) anterior.

De acordo com o OGE para 2017, os Serviços de Protecção Civil deverão receber este ano 3.092 milhões de kwanzas (17,5 milhões de euros), equivalente a 0,04% da total da despesa do Estado.

Só a última época das chuvas em Angola (entre Agosto de 2015 e Maio de 2016) provocou 270 mortos e 321 feridos, de acordo com o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, que assegura apoio e coordenação das operações de socorro.

Chuvas intensas, inundações ou desabamentos de terras ou quedas de raios (42 mortos na última época chuvosa) são as maiores preocupações dos serviços de protecção civil.

Lusa

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