ANGOLA. A consultora britânica Euromonitor considera que o sector do turismo e viagens de Angola pode ser uma alternativa viável para a diversificação económica, mas alerta que os constrangimentos burocráticos impedem o crescimento acelerado destes sectores.

“Independentemente da abrangência nas oportunidades para o turismo, Angola ainda está a debater-se com vários problemas que estão a impedir que a indústria das viagens obtenha um desempenho melhor”, escrevem os peritos desta consultora britânica, numa análise ao sector da aviação, viagens e turismo em Angola.

No documento, a Euromonitor exemplifica com a dificuldade na obtenção de vistos, considerando que tem sido “uma barreira ao aumento das chegadas de clientes empresariais”, e com as questões “políticas e sociais, que continuam a minar a popularidade e a visibilidade do país no estrangeiro”.

As dificuldades da indústria petrolífera, dizem os analistas, possibilitam que “as viagens e o turismo apareçam como uma interessante e lucrativa alternativa para gerar rendimentos”.

Classificando a economia angolana, estagnada no ano passado e com uma previsão de crescimento de 1,5%, segundo o Fundo Monetário Internacional, de “forte apesar do abrandamento recente”, a Euromonitor escreve que “o Governo tem investido fortemente noutras indústria para além da petrolífera para fortalecer ainda mais a economia nacional”.

O novo aeroporto, “muito reclamado pelos operadores nacionais e internacionais”, e o ‘Cartão do Turista’, lançado em 2005 pelo Instituto de Fomento Turístico de Angola (Infotur), são boas notícias para o sector, considera a Euromonitor.

“O alojamento e as companhias aéreas são duas das mais dinâmicas categorias a operar na indústria de viagens angolanas em 2015”, lê-se no relatório, que dá ainda conta do atractividade destes sectores, que beneficiam do “interesse dos empreendedores nacionais e estrangeiros pelas novas e modernas infra-estruturas e do aumento dos voos nacionais e internacionais”.

Lusa

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