Um daqueles toalhetes para a limpeza das acções escatológicas do re(i)gime de Angola vem lembrar que durante a campanha eleitoral “seria bom que fosse reconhecida a importância que José Eduardo dos Santos teve na pacificação e na reconstrução das bases para o desenvolvimento social e económico do país”.

Por Domingos Kambunji

Na “pacificação”, para não nos alongarmos muito, só queremos relembrar as mortes dos jovens Cassule, Camulingue, Ganga, Rufino António e, ainda há poucos dias, de um simpatizante de um dos partidos da oposição numa das cadeias medievais do re(i)gime. Esta “pacificação” permite que muitos sobas e “pulhícias”, comprados através da oferta de garrafões de vinho tinto, roupa usada, sacos de arroz e de feijão, bicicletas, motorizadas e carros, possam organizar gangs para espancar simpatizantes da oposição, quando eles pretendem manifestar-se publicamente. Foi esta “pacificação” que permitiu a organização da palhaçada da acusação, julgamento e condenação dos Revus.

No que concerne às bases para o desenvolvimento económico e do social do país… são muito básicas. São outra grande palhaçada. Essas bases permitem que o país esteja colocado uma posição muito deprimente, no pódio dos países mais atrasados: lugar número 141 em desenvolvimento económico e social, lugar 132 em Educação, lugar 127 em Saúde, lugar 140 na Qualidade da Economia…

O “cientista” Louvalozédu dirá que este vergonhoso retrato se deve às adversidades meteorológicos, devido à estiagem. O João galináceo infantil dirá que esta desgraça é culpa do Savimbi, da UNITA. Os vigaristas que dirigem o re(i)gime afirmam que esta situação vergonhosa se deve à crise económica internacional.

Seria bom que os kangambas do re(i)gime se consciencializassem de que não há mercado no estrangeiro para a importação das tecnologias provenientes das indústrias da demagogia e do disparate do MPLA, onde se destacam os grandes inventos dos kangambas Bento e do arquitecto de Cacimbas do Cunene. Kundi paiLama.

Há agora um kangamba que tenta ocupar uma posição de destaque, procurando ultrapassar a fama dos kangambas Bento e paiLamas, o kangamba João “Malandro” Lourenço. Os primeiros já atingiram o topo da hierarquia dos matumbos há muito tempo e muito dificilmente serão destronados pelo kangamba João “Malandro” Lourenço.

Este último multiplica-se em promessas, dizendo que vai levar a Califórnia para Benguela e o “kimbóio” para a Lunda Sul, entre muitos outros exemplos, na tentativa de competir com os kangambas Bento e paiLamas mas, continuamos a dizer, será melhor desistir porque não tem qualquer hipótese de sucesso.

É por tudo isto que lembramos ao Vitinho do pasquim oficial de que as bases construídas por José Eduardo dos Santos para o desenvolvimento económico e social são muito levadiças, com tendência para o afundamento, como se pode explicar através da existência de 20 milhões de pobres em Angola. Tudo o mais que o Vitinho pretenda afirmar, na defesa das bases do José Eduardo dos Santos, será uma lengalenga na tentativa de adormecer os mais atentos e manter os mais limitados cada vez mais matumbos.

Dizem que é para tratar as bases que o José Eduardo dos Santos vai a Barcelona receber assistência médica. A Tchizé obriga o filho de 3 anos a estar, todo o dia, sentado à frente de um aparelho de televisão que transmite programas só da TPA, para poder informar a mãe acerca das notícias sobre o diagnóstico e prognóstico do avô.

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