Um boca de aluguer do re(i)gime angolano, agora empoleirado como Ministro da Propaganda e Educação Patriótica, que andou a estudar Direito em Portugal, mas não conseguiu concluir a licenciatura, escreveu, há alguns meses uma carta aberta para o primeiro-ministro de Portugal, muito chocado por uma fuga de informação ter descoberto que o ex-vice-presidente da República, Manuel Vicente, enriqueceu através da corrupção.

Por Domingos Kambunji

Nós compreendemos essa preocupação do Goebbels angolano. Neste reino a que chamam Angola e com este re(i)gime, não há necessidade de haver fugas de informação para identificar os corruptos, uma vez que a corrupção é demasiado evidente, está muito vulgarizada, não é crime e os principais actores desta tragicomédia já foram todos perdoados pelo Presidente Imérito.

Este não licenciado em Direito, em Portugal, posteriormente conseguiu obter uma licenciatura e até fez um mestrado em Comunicação Social em Angola e no Brasil. Ele talvez não saiba que foram as fugas de informação que conseguiram desvendar muitos cambalachos de nepotismo e corrupção em países civilizados e foram uma maneira de derrubar do poder presidentes e ministros corruptos.

Ele talvez não saiba (nem queira saber) que nos países civilizados os grandes jornalistas, que nunca dependeram nem dependerão do “pitrol” da Sonangol, utilizam as fugas de informação para desmascarar comportamentos nada éticos de determinados gestores de mentalidades e de políticos como aqueles que abundam nos órgãos “digerentes” do MPLA.

Nós até ficámos muito admirados por o Ministro da Propaganda e Educação Patriótica de Angola não ter escrito outra carta aberta para o primeiro-ministro de Portugal por o Ministério Público ter acusado o ex-primeiro-ministro José Sócrates de uma quantidade enorme de crimes de corrupção.

De acordo com a mentalidade do Goebbels do MPLA, o Ministério Público de Portugal deveria ter mantido esse “segredo de justiça”, como fez a “Porcariadoria Geral da Reipública” de Angola durante a palhaçada do julgamento dos Revus.

Afinal de contas, o Goebbels do MPLA não foi solidário com o seu colega português do “chuchalismo” democrático.

José Sócrates já deveria ter emigrado, há muito tempo, para Angola e ter-se naturalizado angolano, como fez o seu primo que se naturalizou brasileiro. Deste modo, se o Ministério Público de Portugal o acusasse de crimes de corrupção, ele poderia invocar a imunidade diplomática e o João Goebbels do MPLA escreveria outra carta aberta para o primeiro-ministro de Portugal a ameaçar com o corte nas “ralações” diplomáticas entre os dois países irmãos.

Todo o percurso político do Goebbels caracteriza-se por uma elevada cobardia intelectual. As tomadas de posição “críticas” foram sempre de exagerada bajulação.

As alterações que o João se propõe fazer no Ministério da Propaganda e Educação Patriótica serão cosméticas, nada éticas, apenas uma mudança de moscas para “saprofitizarem” a mesma porcaria.

Sem qualquer tipo de megalomania, só esperamos não ser nomeados para directores do jornal de Angola ou da televisão “púbica” de Angola. Recusaríamos tomar posse, por muito que isso desagradasse aos Joãos Goebbels e/ou Malandro.

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