O activista Afonso Mayenda João Matias, mais conhecido por Mbanza Hamza, de 32 anos de idade, foi hoje, 14.11,2017, detido na 12ª Secção dos Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda, onde respondia a uma notificação na qualidade de declarante.

Por Pedrowski Teca

Mbanza foi posto numa cela de detenção no Tribunal Provincial de Luanda, sita no bairro Golf II, junto ao supermercado Nosso Super, por ordem da juíza do caso em que foi notificado, isto porque quando o activista chegou à instituição, encontrando as salas desertas, dirigiu-se a um dos gabinetes, onde apresentou o documento, pedindo orientação, mas foi mal atendido.

Coincidentemente, a pessoa que o atendeu foi a juíza do caso, e por ter reclamado da arrogância da mesma, emitiu-se uma Ordem de Prisão contra o declarante, que ficou detido por cerca de 30 minutos.

Quando a juíza deu ordem para o libertar, o activista solicitou um documento de soltura, isto por ter havido uma Ordem de Prisão.

“Na verdade, eu apenas quis que a juíza viesse até à cela para ver onde me meteu. Nem parecia ser num Tribunal porque a cela estava mal cheirosa. Os réus que são postos lá, urinam e defecam aí. Notei que a instituição não faz limpeza nas celas,” disse Mbanza Hamza, via telefone, ao Folha 8.

Afonso Mayenda João Matias fora notificado, juntamente com Henriques Luaty da Silva Beirão, José Gomes Hata, e Osvaldo Sérgio Correia Caholo, ex-presos do mediático Processo dos 15+Duas, mas desta vez como declarantes no caso do advogado que os tinha defendido, Walter Tondela, que é acusado de ofensas ou injúrias pelo mesmo juiz que condenou os 15+Duas, Januário Domingos.

Neste primeiro dia de audiência, o caso foi adiado sine die (sem data prevista) porque o réu, Walter Tondela, não se fez presente no Tribunal.

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