ANGOLA. O Ministério da Saúde de Angola vai introduzir no calendário de vacinação, no primeiro semestre de 2017, a vacina injectável contra a poliomielite, doença de que há quatro anos consecutivos não há registo no país.

A informação hoje avançada pela coordenadora do Programa Nacional de Vacinação, Alda de Sousa, dá conta que Angola a nível da região africana foi já considerada pelo comité regional de certificação livre da pólio.

Angola recebeu o certificado de país livre da pólio no dia 27 de Novembro de 2015, em Madagáscar, contudo a Nigéria voltou a ter o vírus, constituindo uma ameaça para os países da região.

“Este ano começamos já a fazer a vacinação nas unidades sanitárias com a vacina bivalente oral da pólio, está disponível em todas as unidades sanitárias e também vamos introduzir a vacina injectável (garante de imunidade individual) no primeiro semestre de 2017”, referiu a responsável, que falava à rádio pública angolana.

Angola lançou o seu Programa de Erradicação da Pólio em 1997, mas dois anos mais tarde registou a maior epidemia da doença, com 1.119 casos.

Em 2001, foi registado o último caso de pólio autóctone em Saurimo, província angolana da Lunda Sul, entretanto, quatro anos depois voltou a ser registada a doença por importação do vírus.

Para alteração do quadro, foi lançado um plano de emergência, em 2011, com vista a interromper a transmissão do vírus, tendo os últimos cinco casos da doença sido registados nesse ano, nas províncias do Uíge e Cuando Cubango.

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