MOÇAMBIQUE. Seis pessoas foram mortas a tiro e depois queimadas em Cheringoma, província de Sofala, centro de Moçambique, numa acção que a polícia atribui a homens armados da Renamo e testemunhas citadas pelo jornal O País imputam às forças governamentais.

Em declarações à Lusa, o porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Sofala, Daniel Macuácua, acusou homens armados da Renamo de estarem por detrás dos homicídios, uma versão contrariada por duas testemunhas ouvidas pelo principal diário privado.

O ataque aconteceu na sexta-feira, quando uma viatura ligeira em que seguiam as vítimas foi interpelada por homens armados descritos por dois sobreviventes, citadas pelo jornal O País, como agentes da PRM e membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

A região centro de Moçambique tem sido a mais atingida por episódios de confrontos entre o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança, existindo denúncias mútuas de raptos e assassínios de dirigentes políticos das duas partes.

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