ANGOLA. A Sonangol, petrolífera que deveria ser do país mas que é do regime, garantiu 65 por cento das receitas que o Estado angolano angariou em Agosto com a exportação de crude, totalizando 77.822 milhões de kwanzas, uma quebra de 1,6% face a Julho.

Os dados constam de um relatório do Ministério das Finanças consultado pela agência Lusa e comparam com os 84.659 milhões de kwanzas arrecadados em Junho, que foi então o melhor registo da Sonangol em 2016.

O relatório do Ministério das Finanças relativo a Junho indica que a Sonangol teve receitas em nove das 12 concessões petrolíferas contabilizadas no documento.

O barril exportado por Angola no primeiro semestre do ano chegou a valer apenas 28 dólares, contra os 45 dólares que o Governo previa arrecadar, segundo o Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2016, que na revisão entretanto aprovada na Assembleia Nacional desceu para 41 dólares (média esperada para todo o ano para cada barril exportado).

Angola exportou em Agosto 53.906.745 barris de petróleo, mais 2.524.590 barris face a Julho, a um preço médio que desceu para 43,7 dólares (contra a média de Junho de 46,6 dólares), o que totaliza vendas globais de mais de 2,35 mil milhões de dólares num mês.

No total, o Estado arrecadou em receitas com a exportação de petróleo, em Agosto, cerca de 119,4 mil milhões de kwanzas, dos quais 77,8 mil milhões de kwanzas provenientes da concessionária petrolífera do regime.

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) passou em Junho a ter Isabel dos Santos, a princesa herdeira do trono do seu pai, José Eduardo dos Santos, como presidente do Conselho de Administração, no âmbito do processo de reestruturação do maior grupo empresarial do regime.

Cada barril de crude produzido em Angola custa actualmente em média 14 dólares, valor que a nova administração da concessionária estatal Sonangol, liderada por Isabel dos Santos, quer reduzir para “oito a dez dólares”.

Folha 8 com Lusa

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