Os Serviços de Investigação Criminal (SIC) prometem apresentar amanhã os presumíveis sequestradores de cidadãos estrangeiros, recentemente resgatados por operativos do Ministério do Interior, MININT.

Por Antunes Zongo

A informação alegra a imprensa, os defensores do direito à informação e do acesso às fontes, bem como a população – que com bastante ansiedade espera conhecer os rostos dos referidos prevaricadores, mas já não se pode dizer o mesmo em relação à Procuradoria-Geral da República.

Pois, nos últimos tempos, João Maria de Sousa, o procurador-geral da República, tem intensificado o alerta sobre as implicações jurídicas da apresentação ao público de presumíveis malfeitores, durante o período de instrução processual.

Para ele (procurador), a referida conduta representa violação do segredo de justiça. No entanto, o mesmo reafirmou tal posição durante o último encontro que manteve com jornalistas e o director-geral dos Serviços de Investigação Criminal, Eugénio Pedro Alexandre, no passado dia 26.04.16, no Palácio da Justiça.

Na ocasião, João Maria de Sousa apontou o dedo acusador à imprensa, deixando implícito, ser esta culpada por algumas injustiças que ocorram nalguns processos em julgamento. Tendo mais tarde, se insurgido contra o director-geral do SIC que, para ele, o referido órgão do MININT deve ser responsabilizado pelo facto de promover a exposição de suspeitos, violando assim, segundo o mesmo, o princípio da presunção de inocência.

“Tornou-se habitual, no nosso país, os órgãos de comunicação social, públicos e privados, interrogarem, em primeira mão, suspeitos da prática de vários crimes, sujeitos à investigação policial e criminal”, dissera o procurador na altura, pior do que isso, acrescentou, “… às vezes interrogam os suspeitos muito antes dos interrogatórios do Ministério Público. Se é o agente da Polícia que entrega o suspeito à imprensa, então este tem de ser responsabilizado”, concluíra.

No caso vertente, de acordo a uma fonte do MININT, os raptores que serão apresentados amanhã, também são cidadãos estrangeiros e escolhiam as vítimas em função da sua capacidade financeira, ou dos parentes, para pagarem os resgates. F8 procurou saber qual o valor exigido pelos marginais aos familiares das vítimas para resgatá-las, mas sem sucessos.

Fazendo fé nas informações em nossa posse, as mais recente vítimas estrangeiras foram interpeladas em plena via pública, em Luanda, por três indivíduos fortemente armados que se faziam transportar numa viatura ainda não identificada, infelizmente, lamenta a fonte, os agentes do SIC não conseguiram até aqui, rastear o destino dado a um cidadão chinês, ainda em mãos de sequestradores que se encontram foragidos.

O referido asiático, cuja Polícia Nacional preferiu omitir o nome, foi sequestrado a 18 de Junho do presente. Desesperada, após participar o caso à Polícia, a família fixou anúncios em diversos pontos da cidade capital, manifestando a pretensão de agraciar com Kz3.000.000,00 (Três Milhões de Kwanzas) a quem desse alguma informação que pudesse ajudar à busca. Até ao momento, nada surtiu efeito.

Notícia em actualização

Foto: Arquivo

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