Os documentos reitores da actividade política e económica angolana destacam como uma das metas fundamentais do Governo os altos índices de corrupção, a manutenção da repressão e o acelerar da mortalidade infantil.

Pode muita gente pensar que, catorze anos volvidos sobre ao assassinato de Jonas Savimbi, o grande responsável pela guerra contra o nepotismo e ditadura de José Eduardo dos Santos em Angola, a estabilidade foi conseguida e que por essa razão, já não importa preocuparmo-nos com o clima ditatorial vigente desde então, tal como antes, bastando recordar o 27 de Maio de 1977.

Infelizmente, as coisas não são assim. A morte de angolanos relacionada com a seita “Luz do Mundo” de José Kalupeteka, os incidentes na Ganda e noutras partes do país com a UNITA e o “caso Revus” provam que a necessidade imperiosa de acabar de uma vez por todas com o nepotismo de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos.

As festas de Natal deste ano são, em alguns pontos do mundo, marcadas por actos de terrorismo. Os atentados em Berlim e Ancara, o Brexit e a entrada em campo de Donald Trump trazem consigo o espectro de uma nova corrida aos armamentos, tese que tanto agrada ao MPLA. As grandes potências mundiais estão numa disputa intensa a um nível nunca visto desde o fim da Guerra Fria. A viragem da guerra na Síria e no Iraque aumentará a pressão sobre Israel, e isso não augura nada de positivo para o Médio Oriente.

No meio deste cenário mundial, os organismos internacionais vocacionados para o diálogo e a cooperação multilateral, Nações Unidas e não só, surgem enfraquecidos. A incapacidade para exercerem o papel moderador que lhes está atribuído é notória.

A necessidade de alerta e de unidade cá dentro é, pois, indispensável, para que nunca mais estraguem o Natal dos angolanos como sistematicamente é feito, há 41 anos, pelo regime do MPLA. Mais necessário é ainda quando nos deparamos com um estranho posicionamento, adoptado por países que dizem ser nossos irmãos e parceiros, que deviam portar-se como tal, mas assim não fazem.

Sucede isso, nomeadamente, com Portugal. Quarenta e um anos depois da (in)dependência de Angola, as elites portuguesas continuam a dizer-nos algumas verdade incómodas, tratando-nos como se ainda fôssemos escravos do regime que Lisboa impôs ao nosso Povo.

A forma corajosa como trataram o regime do MPLA por causa do caso dos “Revus”, e em particular do cidadão Luaty Beirão, investigado e acusado de crimes nunca provados, é característica dessa atitude de Lisboa. Reconheça-se que as punhaladas portuguesas contra os sipaios e mercenários do regime são históricas. A literatura de Aquilino Ribeiro ou Antero de Quental está cheia de exemplos das punhaladas dos conterrâneos nobilitados que, como os dirigentes do MPLA, enriqueceram (no Brasil e em Angola) trocando as riquezas da sã consciência por outras que levam ao inferno”.

E uma das mais recentes e corajosas punhaladas no nepotismo do MPLA foi dada pela deputada do PS Isabel Moreira, urrando os sipaios que tal se deveu ao facto de ser filha de quem é, Adriano Moreira, antigo ministro do Ultramar.

É sabido que o grupo de indivíduos supostamente julgados pela palhaçada do regime travestida de justiça, era financiado pelo forças do mal (outrora Savimbi e hoje George Soros), no qual se incluía o cidadão Luaty Beirão, tinha como fim último mobilizar forças para a realização de actos tendentes a instaurar em Angola a democracia e u Estado de Direito.

No entanto, sua majestade o rei mandou o seu sipaio de serviço e pasquineiro oficial, dizer no Pravda que eles pretendiam levar a cabo actos de violência e de terrorismo muito semelhantes aos praticados em Paris, Nice, Berlim, Pearl Harbor ou Hiroshima.

Mas, por ser Angola, Portugal voltou a julgar este caso de maneira diferente, com dois pesos e duas medidas, consoante as instruções que recebia de Luanda. Está provado – segundo os sipaios do regime – que o cidadão Luaty Beirão radicalizou-se no Reino Unido e em França para lançar a violência em Angola, e terá mesmo estagiado na Coreia do Norte e feito treino militar no Estado Islâmico.

A actividade em que se envolveu é típica de quem trabalha para as maiores organizações terroristas. A actual viagem à Europa, a coberto de uma campanha de propaganda mediática, destina-se apenas a receber o dinheiro para financiar o Exército que Luaty Beirão tem em preparação e que, segundo o Pravda, é constituído por milhões de soldados, quase todos oriundos das FALA e do ELNA…

O sipaio do Pravda grunhiu ainda que Luaty Beirão não é nenhum filho do regime angolano. José Ribeiro atribui a Luaty a sua própria filiação: um filho da… sem pai nem mãe, mal educado e ainda não acostumado a viver fora das copas das árvores.

A Assembleia da República Portuguesa – ao contrário dos símios e etílicos devaneios do pasquineiro – tem todo o direito de acolher de braços abertos o cidadão Luaty Beirão. Tem até o direito, e até mesmo o dever, de o receber com mais cordialidade do que tratou o Chefe de Estado angolano, no poder há 37 anos sem nunca ter sido nominalmente eleito.

O desespero é tal, perante o perigo sério de ter de voltar para o seu habitat natural, as latrinas do regime, que José Ribeiro afirme: “Nestes tempos, as punhaladas portuguesas não se limitam à AR. No ano de 2015, de grande significado para os angolanos, a empresa lusa Mota-Engil foi contratada para reabilitar todos os passeios e ruas da cidade de Luanda. Durante as obras, a construtora vedou com alcatrão toda a rede de esgotos, sarjetas e valas de drenagem das ruas. Quando nesse ano as fortes chuvas chegaram, as ruas ficaram transformadas em rios e no sítio dos esgotos abriram-se crateras que ainda hoje se vêem. Com a acumulação de charcos e lixo, as condições de saúde na capital angolana degradaram-se. A cidade foi assolada por um surto de febre-amarela. A crise só foi ultrapassada com a substituição do governo provincial, mas serviu de base a uma reportagem asquerosa da SIC, televisão de outro multimilionário, Francisco Pinto Balsemão, que aposta igualmente na desestabilização de Angola. O canal enganou os telespectadores tratando o assunto como se fosse algo recente.”

Mais de quatro décadas depois o desfecho da descolonização dos antigos territórios portugueses do ultramar continua a causar azia e dor de cotovelo às elites neocolonialistas corruptas de Angola, com José Ribeiro na primeira linha, a ter as suas impressões digitais em tudo o que é ataque contra Angola e seus dirigentes.

José Ribeiro é um sujeito vazio no que se refere à honra e verticalidade, porque age por defeito como um perfeito imbecil com os neurónios ligados directamente ao bolso. É uma filho sem pai nem mãe que, como outros, pulula pela enorme gamela do regime.

Hoje ninguém duvida do poder mágico dos assopros de José Ribeiro, qual génio da lâmpada, capaz de transformar políticos honrados em criminosos altamente procurados e autênticos imbecis em estrelas cintilantes da política e da imprensa.

Os patrões perguntaram e José Ribeiro não teve escolha. Tinha que voltar à carga, mesmo que fosse com munições fora do prazo. O que conta é o trabalho feito. Foi aos seus arquivos e sem procurar muito, pegou no que estava ao alcance. Foi só sacudir a poeira um pouco e zás… Outro golpe. E lá vai o sujeito alegre, abanando o rabo como um cão que acaba de ganhar um osso.

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