ANGOLA. A protecção civil angolana vai receber menos um milhão de euros em 2017, um corte de 5% face ao Orçamento Geral do Estado (OGE) em vigor, enquanto a polícia recebe mais, ultrapassando 2,1 mil milhões de euros.

De acordo com a proposta do OGE para 2017, em análise nas comissões de especialidade do Parlamento, os Serviços de Protecção Civil deverão receber no próximo ano 3.092 milhões de kwanzas (17,5 milhões de euros), equivalente a 0,04% da total da despesa do Estado.

No OGE actualmente em vigor, revisto em Setembro devido à crise financeira e económica provocada pela quebra nas receitas do petróleo, os Serviços de Protecção Civil contam com uma dotação orçamental de 3.259 milhões de kwanzas (18,4 milhões de euros), equivalente a 0,05% da despesa total.

Só a última época das chuvas em Angola (entre Agosto de 2015 e Maio de 2016) provocou 270 mortos e 321 feridos, de acordo com o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, que assegura apoio e coordenação das operações de socorro.

Chuvas intensas, inundações ou desabamentos de terras ou quedas de raios (42 mortos na última época chuvosa) são as maiores preocupações dos serviços de protecção civil.

A protecção civil integra o grupo da Segurança e Ordem Pública – tal como bombeiros ou tribunais -, que vê a dotação orçamental crescer 06% em 2017, para 477.462 milhões de kwanzas (2.708 milhões de euros).

Só os Serviços Policiais crescem 5% e vão custar ao Estado, em 2017, segundo a proposta de OGE, 381.561 milhões de kwanzas (2.160 milhões de euros), enquanto os custos com as prisões sobem menos de 2%, para 1.122 milhões de kwanzas (6,4 milhões de euros).

Lusa

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