CPLP. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa deve realizar mais e não ser apenas teórica, defendeu o Presidente de Moçambique – corroborando o que o Folha 8 tem escrito quando diz que a CPLP é um elefante branco – antes da reunião de hoje, em Nova Iorque, da organização lusófona.

“Vamos continuar como estamos mas não gostaríamos de ter uma CPLP teórica. Devia ser realizadora. As trocas comerciais, por exemplo, deviam ser concretas. A cooperação económica deve ser verificada. Nesta fase, estaríamos ainda a consolidar a nossa união, porque os encontros não deveriam falhar. As agendas têm de ser firmes”, afirma Nyusi em entrevista à Rádio ONU.

O Chefe de Estado moçambicano defendeu a elaboração de “programas concretos e exequíveis”, que devem ser acompanhados e avaliados de modo a explorar “todas as oportunidades que os nossos países têm”.

Do lado de Moçambique, Nyusi apresente como ideias desenvolver áreas “para um progresso sustentável inclusivo, para a criação de infra-estruturas e promoção de avanços em áreas como saúde, educação e energia”.
No encontro desta tarde em Nova Iorque devem participar os presidentes do Brasil, de Portugal, de Moçambique e da Guiné-Bissau, o vice-presidente de Angola e representantes dos demais países, cujos chefes de Estado e de Governo não se encontram a participar na Assembleia Geral das Nações Unidas.

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