ANGOLA. A empresa tecnológica portuguesa Sinfic foi escolhida pelo Governo para apoiar tecnicamente e fornecer equipamentos para o processo do registo eleitoral, que arranca a 25 de Agosto, por quase 275 milhões de euros.

Esta consultora portuguesa foi notícia em 2014 ao ser escolhida para um projecto de “cartografia censitária”, no âmbito do registo da população da República Democrática do Congo, no valor de 15 milhões de euros.

Neste país, a Sinfic – que em África tem escritórios em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique – tratou do recrutamento e da selecção dos colaboradores locais, para utilizarem tecnologia de ponta, através de uma parceria da consultora e da Fujitsu, visando cadastrar e registar os dados da população recorrendo a equipamentos do tipo ‘tablet’.

Segundo a Lusa, o registo eleitoral angolano, que antecede as eleições gerais previstas para Agosto de 2017, obrigará os 9,7 milhões de eleitores registados para a votação anterior, de 2012, a fazerem prova de vida, “para eliminar dos registos os já falecidos” que, tanto quanto parece (mas não é de fiar), nestas eleições não poderão… votar.

O registo eleitoral vai decorrer entre 25 de Agosto e 31 de Março. Mais de 24 mil angolanos concorreram às 2.872 vagas para as brigadas de registo eleitoral, processo que contará ainda com o apoio de 3.200 funcionários públicos destacados. Como é público, ser militante do MPLA é meio caminho andado.

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