A Polícia Nacional foi acusada de ter hoje raptado nas imediações do Tribunal Provincial de Luanda, no Benfica, durante cerca de três horas, a cidadã Mónica de Almeida, a esposa do activista Henriques Luaty da Silva Beirão, um dos jovens envolvidos no caso dos 15+2 acusados e condenados por supostos e nunca provados actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores.

Por Pedrowski Teca

Mónica Almeida foi posteriormente localizada na esquadra policial do bairro Nova Vida, em Luanda, onde a Polícia Nacional admitiu aos familiares tê-la confundido com uma assaltante.

O incidente ocorreu num dia em que os 15+2 jovens activistas completaram um mês desde a soltura em liberdade condicional com Termo de Identidade e Residência (não saída do país e a apresentação mensal no Tribunal do Benfica).

Ao dirigiram-se ao mesmo tribunal, a fim de marcarem a presença exigida pelo Tribunal Supremo, a maioria dos 15+2 activistas foram informados que não poderiam marcar presença naquelas instâncias porque o processo dos mesmos encontra-se no Tribunal Supremo.

Mesmo tendo apresentado os mandados de soltura, que indicavam claramente aquele local como o ponto de apresentação mensal dos mesmos, foram atribuídos com uma denúncia Polícia Nacional, chamados para retirar os jovens do local.

Passado horas de burocracia e persistência, o Tribunal chamou os jovens, afirmando que receberam ordens para que os mesmos assinassem a presença naquela instituição.

No entanto, Mónica Almeida, esposa do activista Luaty Beirão, foi interpelada pela Polícia após ter deixado o jovem no Tribunal, desaparecendo por cerca de três horas.

Segundo a denúncia feita pelos 15+2 activistas no portal Central Angola, o rapto, por agentes da Polícia Nacional transportados em dois carros patrulha, aconteceu junto ao Tribuna, onde foi interpelada, mando-a seguir pela via expressa, presumivelmente no sentido Benfica-Kilamba.

“Estranha-nos também o facto de os agentes a terem questionado se o carro tinha GPS antes de a mandarem seguir”, lê-se na denúncia.

Cerca de três horas depois, Mónica Almeida foi localizada na esquadra policial do bairro Nova Vida, em Luanda, confundida com uma delinquente.

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