O João Multitítulos até parece ter obtido os seus muitos diplomas na Universidade do Governador de Malanje, Norberto dos Santos, em Inauguração de Chafarizes, e/ou na Universidade do Governador do Cunene, o paiLama, em Arquitectura de Cacimbas.

Por Domingos Kambunji

Em países civilizados os cidadãos são livres de se manifestar, a favor ou contra, decisões do Tribunal Supremo, à priori ou à posteriori, respeitando as normas e a segurança públicas.

Em Angola o João Multitítulos berra, ameaçando com muitíssimos anos de cadeia, todos os que se manifestarem sobre decisões (ou indecisões) do Tribunal Supremo. Para tal invoca a ”famosa Constituição” que deve ser respeitada apenas pelos cidadãos retratados nas reportagens da SIC , do New York Times ou aqui no Folha 8, os que vivem na pobreza, sem que lhes sejam proporcionados os direitos mínimos da dignidade humana. Os outros, pertencentes à oligarquia cleptómana, não são obrigados a respeitar a tal Constituição, porque obedecem exclusivamente às ordens do Grande Patrão.

A paranóia do João Multitítulos é tão aguda e crónica que chega ao cúmulo de invocar os crimes de Segurança do Estado, quando os potenciais manifestantes são gente pacífica e nem sequer têm viveiros de jacarés no Rio Bengo!

Essa gente pobre conhece mesmo o Sistema jurídico nacional. É vítima dele. Ele é corrupto, injusto e tristemente incompetente. É uma completa palhaçada, como o definiu Francisco Gomes ‘Dago Nível Intelecto’ durante o julgamento dos Revus.

O mérito da Isabegalinha, a empresária dos ovos, está no facto de a licenciatura em engenharia Electrotécnica ser “uma especialização da Economia e Gestão de Empresas” ou no facto de ela ser a primogénita do Grande Patrão? Que empreendedorismo revelou até à data a dita a “gestora”?

Fundou empresas de investigação para profilaxia e tratamento da malária, febre, amarela, lepra ou tuberculose? Inventou uma metodologia para promover a melhoria pedagógica e científica nas universidades angolanas, de muito pobre prestígio? Criou uma empresa de higiene e sanidade para o combate à “mamologia parasitária” no Sistema vigente na Reipública?

Não! Limitou-se ao investimento em “fast food do empreendedorismo” através dos muitos biliões que lhe foram ofertados. Se a coisa der para o torto ela sabe que o papá pode sempre dar-lhe muitos mais milhões de kumbu.

João, a função dos deputados da maioria paraLamentar é a de tapete e, em alguns, muitos casos, a de papel higiénico do Reigime. Demasiadas vezes os deputados sobrepõem-se à ecolália na bajulação dos órgãos oficiais de informação e propaganda. Por isso, invocar os direitos e deveres dos deputados da maioria no paraLamento é o mesmo que tentar fazer cócegas a um elefante morto e esperar que ele reaja, rindo às gargalhadas, ou pensar que um galináceo infantil, um pinto, pode ser poliglota, à nascença, por geração espontânea.

Nos países civilizados os cidadãos podem manifestar-se sobre as decisões do Tribunal Supremo. Nós sabemos que o João Multitítulos não pretende que Angola seja um país civilizado, para poder continuar ser um demagogo, parasitando em ambiguidades na jurisprudência, na politologia, no parlamentarismo, no constitucionalismo etc…

O narcisismo sanzaleiro e patético dá nisso, João. Quando se perde a argumentação e a razão ameaça-se as pessoas de bem com muitíssimos anos de cadeia ou espancamentos, como acontece no Reigime Demóniocrático de Angola.

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