ANGOLA. O pintor angolano Eleutério Sanches morreu na quinta-feira em Lisboa, onde residia, aos 81 anos, vítima de doença prolongada. Nascido em Luanda a 29 de Setembro de 1935, Eleutério Rodrigues de Sá e Sanches cedo revelou talento para as artes – não só pintura, mas também desenho, teatro e poesia: pertenceu ao grupo experimental de teatro Jograis de Angola e fez teatro radiofónico na antiga Emissora Oficial, participou em várias exposições colectivas e escreveu poemas que o seu irmão Carlos Sanches depois musicou.

Veio para Lisboa em 1962, para estudar na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, onde se licenciou em Pintura.

Foi, durante dez anos, monitor de Pintura no departamento de Ergoterapia do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, e durante 40, professor de Artes Plásticas no ensino secundário oficial.

Do seu activo percurso cultural destacam-se os trabalhos de forte componente nacionalista, tendo produzido nas diversas disciplinas artísticas que dominava obras em que exaltava a angolanidade e resgatava as tradições do povo angolano.

O seu nome consta da Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura Verbo, e está representado em várias colecções de arte particulares (nacionais e internacionais) e em museus de Angola, Moçambique, Rio de Janeiro e Jacksonville, além de outros organismos – particulares e oficiais.

O corpo encontra-se hoje em câmara ardente na Igreja das Furnas, em S. Domingos de Benfica, em Lisboa.

No sábado, às 12.30 horas, realiza-se uma missa de corpo presente, seguindo o funeral às 13.00 horas para o cemitério dos Olivais, onde será cremado.

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