ANGOLA. Pouco mais de 2.000 alunos, nos vários níveis de ensino, regressaram às aulas na Escola Portuguesa de Luanda em Setembro, mas a crise em Angola tirou neste ano lectivo quase 200 estudantes à instituição face ao anterior.

Quem o afirma é direcção da Cooperativa Portuguesa de Ensino em Angola, que gere a escola, no âmbito do contrato com os governos de Portugal e de Angola, e que completou a 5 de Outubro 30 anos de ensino português na capital angolana.

“Houve uma ligeira quebra de alunos, muitos pedidos de transferências [para outras escolas, públicas], dada a situação económica e financeira do país. E sobretudo com as dificuldades em fazer transferências, dos portugueses que trabalham cá”, admitiu, em declarações à Lusa, Helena Melo, presidente do conselho pedagógico da escola.

“Mas, para além disso, também era nosso objectivo diminuir um pouco o número de alunos e conformá-lo às instalações que temos”, acrescentou a responsável.

Segundo a direcção, a maioria dos 2.010 alunos que começaram a frequentar as aulas naquela escola em Setembro – que segue o currículo português, quando em Angola o ano lectivo começa em Fevereiro – têm dupla nacionalidade, portuguesa e angolana.

Segundo informação disponibilizada pelo Ministério da Educação e Ciência de Portugal, além da Escola Portuguesa de Luanda, também o Colégio Português de Luanda e o Colégio São Francisco de Assis, ambos na capital, e a Escola Portuguesa do Lubango (sul), funcionam em Angola com o currículo português.

Lusa

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