“Angola quer fechar algumas embaixadas devido à crise, mas o Kota Gindungu está em Bruxelas com passaporte diplomático e com a mulher nomeada conselheira da Embaixada.

É impossível acreditar que o kota gindungu, um estuprador que foi condenado e posto em liberdade condicional possa encontrar-se hoje em Bruxelas com passaporte diplomático e a viver num dos melhores bairro de Bruxelas num apartamento alugado com dinheiro dos angolanos e posto à disposição da sua esposa, Edith do Sacramento Lourenço Catraio, que é a irmã do João Gonçalves Lourenço, cabeça de lista do MPLA e provável futuro presidente de angola.

Antes de ir para Bruxelas, Edith do Sacramento Lourenço Catraio foi em Lisboa conselheira da referida embaixada quando ela foi readmitida no MIREX, em meados de 2014, e exercia funções semelhantes em Madrid.

Não podendo mais suportar a pressão e a ridicularização que a família continuava de sofrer na cidade de Lisboa devido ao crime cometido pelo marido, Edith do Sacramento Lourenço Catraio fez jogar a rede de amigos que já a consideram de importante nos próximos dias, com a ascensão de seu irmão como futuro presidente. E conseguiu com uma facilidade desconcertante a sua nomeação em Bruxelas, longe do barulho da comunidade angolana que é muito importante em Portugal.

A família Catraio chegou no voo directo de Lisboa para Bruxelas no dia 14 deste mês e a mulher foi apresentada oficialmente na Embaixada segunda feira dia 19 para tomada de posse e de seguida voltaram para Portugal, no dia 22, onde o casal tem um apartamento a fim de passar a quadra festiva do Natal e fim do ano, todos com passaportes diplomáticos… enquanto é muito difícil para um cidadão obter um simples passaporte normal.

Este é o tal modelo de governação exemplar que estamos a esperar nos próximos meses?

Um cidadão condenado e em regime de liberdade condicional pode beneficiar facilmente dum bem público como o passaporte diplomático pelo simples facto de ser esposo duma diplomata? Onde esta a ética e a moral no reino do MPLA?

Peço à União da Diáspora Angolana em Bélgica e a todos os angolanos para denunciar este caso às autoridades competentes belgas para cancelar o passaporte diplomático desse criminoso de direito comum.”

Nota: Texto da carta/denúncia assinada por Stefane Ngoma e enviada à Redacção do Folha 8.

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