ANGOLA. Higino Carneiro, primeiro secretário do MPLA em Luanda, governador da capital e general, endereçou as suas condolências à família do jovem Rufino assassinado por militares no Zango.

E, como esperado, apelou aos cidadãos de Viana, em particular aos militantes do MPLA, para terem calma e não lutarem por um espaço de terra de modo a evitar entrar no perímetro de segurança do aeroporto internacional em construção naquela localidade, que será um dos maiores de África.

As Forças Armadas Angolanas anunciaram uma investigação para esclarecimento do “grave acidente” que, durante a demolição de centenas de casas nos arredores de Luanda, terminou na morte de um menor de 14 anos, atingido a tiro.

A posição surge num comunicado divulgado pelo Estado-Maior General das FAA, aludindo ao incidente ocorrido a 5 de Agosto no bairro Walale, na zona do Zango III, no município de Viana. O Estado-Maior General justifica as demolições porque os “cidadãos ocupavam indevidamente o perímetro de segurança do novo aeroporto internacional de Luanda”.

Quanto a terem morto uma criança de 14 anos cujo único crime foi querer saber a razão pela qual estavam a demolir a ”casa” dos seus pais, as FAA irão certamente provar que os militares dispararam para o ar mas que, por ser afecta à Oposição, a bala não obedeceu e atingiu o Rufino na cabeça.

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