NAÇÕES UNIDAS. António Guterres, antigo primeiro-ministro português e íntimo amigo do regime angolano de José Eduardo dos Santos, tornou-se hoje oficialmente o 9.º secretário-geral da ONU com um juramento sobre a Carta das Nações Unidas, numa cerimónia na Assembleia-Geral da organização.

“Eu, António Guterres, juro solenemente exercer com toda a lealdade, discernimento e confiança, as funções que me são confiadas”, disse o novo secretário-geral das Nações Unidas, com a mão esquerda pousada sobre a Carta das Nações Unidas e a mão direita levantada.

No juramento, António Guterres comprometeu-se ainda a regular a sua conduta apenas tendo em vista os “interesses das Nações Unidas” e “não procurar nem aceitar instruções de qualquer governo ou outra autoridade externa à organização”.

O momento foi acompanhado na tribuna pelos presidentes de vários órgãos das Nações Unidas, pelo Presidente da República e primeiro-ministro de Portugal, respectivamente Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, e pelos diplomatas que representam os grupos regionais.

De seguida, António Guterres abraçou, de forma emocionada, o Presidente e, depois, o primeiro-ministro portugueses, e também o secretário-geral cessante, Ban Ki-moon.

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