MOÇAMBIQUE. O Folha 8 revelou ontem a intervenção de Graça Machel a propósito da explosiva situação em Moçambique.

“O problema está aí e agora a ‘batata quente’ passou para as mãos de alguém que é quase da vossa geração [Filipe Nyusi, actual Presidente moçambicano],”, disse a dado passo Graça Machel, acrescentando que a crise política em Moçambique só pode ser ultrapassada quando as lideranças políticas ganharem “coragem de fazer o impensável”.

O nosso leitor Roberto Tibana reagiu, com toda a legitimidade mas, sobretudo, com toda a oportunidade, dizendo que: “Não, Nyusi não herdou a dita ‘batata-quente´, ele ajudou a ´fervê-la´”.

Ou seja, explica e relembra o nosso leitor, “ele era o Ministro de Defesa do Guebuza. Ele participou na construção dessa agenda belicista e macabra cuja implementação ele ainda hoje persegue”.

Roberto Tibana vai mais longe: “As dividas ocultas e secretas de cujas consequências o país hoje se ressente foram em grande parte destinadas à compra de equipamento de defesa e de repressão do povo”.

“Ele participou dessa agenda. Existe uma responsabilidade colectiva das pessoas que deram poder ao Guebuza e depois ao seu colaborador e sucessor Nuysi”, afirma o Roberto Tibana, perguntando: “De que lado votou Graça Machel quando coroaram Guebuza? Não o conhecia? Ou não esteve lá? Ou absteve-se? Seria bom se ela esclarecesse isto.”

Mas o nosso leitor vai mais longe: “Se o Presidente Chissano é assim tão tolerante e pacifista, porque razão ele defende “negociações com fogo”, uma forma belicista de encarar soluções de conflitos entre “irmãos”?

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