ANGOLA. O Estado angolano vai privatizar a totalidade de seis fazendas, medida que o Governo justifica com a conjuntura económica actual e para potenciar o sector agro-pecuário nacional através da “experiência comprovada” de empresas privadas.

A informação consta de seis despachos presidenciais, de 22 de Novembro e aos quais a Lusa teve hoje acesso, que definem igualmente que fica sob a responsabilidade dos privadas todos os investimentos necessários, bem como o “pagamento da totalidade dos valores devidos ao Estado”.

Os despachos não indicam os valores envolvidos no negócio, que ficam dependentes da avaliação patrimonial.

Estas privatizações são justificadas pelo Presidente angolano tendo em conta que “a conjuntura económica actual que se vive no país recomenda a redução do peso do Estado na economia”, mas também a necessidade de “preservar o seu património e valorizar outros interesses nacionais de forma satisfatória”.

“Visando assim readequar e reordenar os projectos agro-pecuários do sector público”, lê-se.

Os documentos referem ainda a “necessidade de se promover o sector agro-pecuário” angolano, mas “apoiado na experiência comprovada, capacidade competitiva e operacional de empresas do sector empresarial privado”.

Através de privatizações totais, a Fazenda Agrícola do N’Zeto, na província do Zaire, é vendida à empresa Nosiangola, a Fazenda Lutuau, na província de Malanje, à empresa Anzi – Investimentos, e da Fazenda Cacanda, na província da Lunda Norte, à Socolil.

São ainda vendidas a Fazenda Agricultiva – Negage, na província do Uíge, à empresa Soanorte, e a Fazenda Agrupecuária Sacassange, na província do Moxico, à GAPPIL, enquanto a LOTTIE – Empreendimentos vai comprar a totalidade do Complexo Avícola do Lucala-Cacuso, entre as províncias de Malanje e do Cuanza Norte.

Lusa

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