PORTUGAL. O BCP indicou hoje que o grupo chinês Fosun é o maior accionista do banco após a operação de aumento de capital que subscreveu no último fim-de-semana, descendo a petrolífera do regime angolano, Sonangol para a segunda posição.

No comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Banco Comercial Português (BCP) afirma que na sequência da operação em que a Fosun subscreveu acções da instituição – e que são equivalentes a uma participação social de 16,7% – recebeu comunicados de outros accionistas de referência actualizando as suas participações.

As informações dão conta de que, como expectável, foram reduzidas as participações dos accionistas de referência do BCP já existentes anteriormente e que a Fosun é agora o principal dono do maior banco privado português, tendo passado a petrolífera Sonangol para a segunda posição.

A empresa do regime de Eduardo dos Santos, liderada pela sua filha Isabel dos Santos, contava, em 18 de Novembro, com 140.454.871 acções, que representam agora 14,87% do banco.

De acordo com a página do BCP na Internet, a Sonangol tinha 17,84% do BCP em 30 de Junho.

É de referir, contudo, que a imprensa tem noticiado que a petrolífera pediu autorização ao Banco Central Europeu (BCE) para ter mais de 20% do BCP e que está a aguardar ‘luz verde’ do supervisor.

Quanto ao espanhol banco Sabadell, este detinha, por sua vez, 39.931.512 acções equivalentes a 4,23% do BCP, o que contrasta com 5,07% no final do primeiro semestre.

Já na Interoceânico, as 16.102.126 acções desta sociedade passaram a representar uma participação de 1,70% do BCP. Em Junho, esta sociedade de investimento tinha 2,05% do BCP.

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