VEJA O VÍDEO EXCLUSIVO DO FOLHA 8. Manifestação “popular”, supostamente religiosa, convocada pelo regime do MPLA, hoje, 26/11/2016, no Largo de Independência em Luanda, capital de Angola.


A ideia do regime de José Eduardo dos Santos era juntar milhares e milhares de integrantes do Conselho de Igrejas Cristãs (CICA), liderado por Simão Kimbangu, em Angola. Como o Folha 8 documentou, no local, foram apenas algumas, poucas, dezenas que marcaram presença, sendo mais os polícias e outros agentes de segurança presentes.

Nem mesmo o local engalanado, festivo e abençoado pelo “escolhido de Deus” (José Eduardo dos Santos), posto à disposição do CICA, serviu para que estes mercenários da fé, que o regime converte em dólares de sangue, conseguissem dar um ar de manifestação ao ajuntamento de meia dúzia de sipaios.

Não perdendo a oportunidade, o MPLA montou no local uma tenda para angariar filiados, esperando que alguns dos 20 milhões de pobres do país que por ali passavam caíssem na ratoeira. Também não funcionou.

Foi um fiasco total.

Segundo José Sita, comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional (do regime), as autoridades esperavam milhares de participantes, razão pela qual até desviaram o trânsito do Largo de Independência.

Esta foi a elucidativa e paradigmática resposta do MPLA e dos seus acólitos, a começar pelo governador provincial de Luanda, general Higino Carneiro, com respaldado nas directrizes supremas do dono do país, para impedir, à revelia da lei e da Constituição, uma manifestação cívica contra a nomeação de Isabel dos Santos pelo seu pai, presidente de Angola há 37 anos sem nunca ter sido nominalmente eleito, para a direcção da petrolífera estatal Sonangol, e que hoje deveria realizar-se no mesmo local.

Simão Kimbangu integra o comité de especialidade dos padres, pastores e bispos do MPLA, que se prestam a todo o trabalho sujo, como este de serem utilizados a troco de uns tostões dado pelo regime aos seus pastores e bispos.

Caricatamente, vimos num dos lado da manifestação, uma tenda do MPLA, onde ao mesmo tempo se procedia à recolha de assinaturas para novos membros, sob protecção policial, num acto inédito. Aqui se demonstra que a encenação estava previamente montada, pois outro partido seria corrido à bastonada e mordedela dos cães polícias.

Esta é a natureza perversa do regime.

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