JOGOS PARALÍMPICOS. Angola, que era grande favorita, terminou os Jogos Paralímpicos Rio 2016 sem chegar ao pódio.

O cabo-verdiano Gracelino Barbosa e a moçambicana Edmilsa Governo foram os únicos atletas representantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) que chegaram ao pódio nas competições dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

O megaevento terminou este domingo com a cerimónia de encerramento, no Estádio Olímpico Maracanã, no Rio de Janeiro. Em duas semanas, os Jogos Paralímpicos Rio 2016 reuniu atletas portadores de deficiência de 176 países, que competiram em 23 modalidades.

Cabo Verde era um dos favoritos a chegar ao pódio. O atleta cabo-verdiano Gracelino Barbosa, considerado o sétimo do ranking mundial na sua modalidade, ganhou medalha de bronze na prova de 400 metros categoria T20 do atletismo.

A medalha de bronze conquistada por Gracelino Barbosa entrou para a história do desporto paralímpico, pois foi a primeira de Cabo Verde numa Paralimpíada. Com esta medalha, o país foi também o primeiro dos PALOP a chegar ao pódio no Rio de Janeiro.

Apesar de não haver favoritismo, Moçambique terminou evento com a jovem atleta Edmilsa Governo medalhista de bronze. Edmilsa competiu no último sábado (17.09) a final dos 400 metros femininos categoria T12 e conseguiu a terceira posição na classificação da prova.

Os cinco PALOP foram representados por nove atletas, no total. Os angolanos, que eram a maioria, quebraram o favoritismo que conquistaram desde Atenas 2004. Esta foi a primeira edição da Paralimpíada em que os atletas de Angola saem sem nenhuma medalha.

Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe também participaram da Paralimpíada, cada um com um atleta competindo no atletismo. Esta foi a primeira vez que São Tomé e Príncipe participou dos Jogos Paralímpicos.

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