ANGOLA. A Sonangol, agora dirigida pela princesa herdeira do trono, está a viver um dos seus piores períodos, com a ruptura de combustível, mais concretamente gasolina.

Luanda ainda não ressente muito porque a empresa tenta evitar a contestação mas desde Setembro que existe diminuição no fornecimento. As províncias têm estado a reduzir gradualmente e há alguns postos que só fornecem 20 litros por viatura. Kwando Kubango, Moxico, Kunene têm sido as mais penalizadas.

As receitas geradas pela Sonangol com a exportação de petróleo caíram em Setembro, mas ainda representaram cerca de 63% do encaixe fiscal com a venda de crude por Angola, totalizando 74.462 milhões de kwanzas (412 milhões de euros). Entre Agosto e Setembro as receitas da Sonangol com a venda de petróleo caíram mais de 4%.

O barril exportado por Angola no primeiro semestre do ano chegou a valer apenas 28 dólares, contra os 45 dólares que o Governo previa arrecadar, segundo o Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2016, que na revisão aprovada na Assembleia Nacional desceu para 41 dólares (média esperada para todo o ano para cada barril exportado).

Angola exportou em Setembro 56.075.475 barris de petróleo, mais 2.168.730 barris face a Agosto, a um preço médio que voltou a descer, para 41,7 dólares, contra os máximos do ano, em Junho, acima dos 46,6 dólares.

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