MOÇAMBIQUE. Pelo menos 73 pessoas morreram e mais de uma centena ficaram feridas na explosão, esta quinta-feira, de um camião-cisterna na província de Tete, no Centro de Moçambique, anunciou o Governo.

“O incidente aconteceu quando os cidadãos tentavam tirar combustível” do veículo, na localidade de Caphiridzange, a algumas dezenas de quilómetros da fronteira com o Malawi, revelou o executivo, num comunicado divulgado horas mais tarde. “Com o calor, o camião incendiou-se”, acabando por explodir.

O ministro da Informação moçambicano, João Manasses, adiantou à AFP que as autoridades estão a apurar se condutor do veículo, que tinha partido da cidade portuária da Beira, estava a vender combustível ou “se o camião foi tomado de assalto pela população” ao passar pela cidade.

Um correspondente em Tete do serviço África da emissora alemã Deutsche Welle avança uma versão diferente dos acontecimentos, noticiando que o camião-cisterna terá tido um acidente à passagem pela localidade e que muitos residentes terão acorrido ao local para tentar roubar combustível. Nessa altura, adianta a mesma fonte, um agente da polícia que se encontrava no local terá disparado tiros para dispersar as pessoas, o que terá provocado a explosão.

A nota do Governo dava conta de 43 mortos e 110 feridos, “entre eles crianças”. Mas pouco depois a Rádio Moçambique, citando o governo de Tete, avançou que eram já 73 as vítimas mortais. Várias ambulâncias foram enviadas para a localidade, a fim de transportarem os feridos, muitos deles com queimaduras graves, para o Hospital Provincial de Tete.

A edição online do jornal moçambicano O País noticia que o Governo criou uma equipa de trabalho, que inclui vários ministros e que se deslocará nesta sexta-feira a Tete, para auxiliar as autoridades provinciais “no apoio aos envolvidos no acidente”.

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