ANGOLA. A bajulação dos partidos portugueses (com excepção do Bloco de Esquerda) ao regime angolano do MPLA, no poder desde 1975, é antiga. Talvez do ponto de vista da psicanálise os discípulos de Sigmund Freud expliquem esse complexo português. Dos restantes pontos de vista nada o justifica. Mas que existe, isso existe.

Eis as razões que levam PS, PSD, PCP e CDS a apoiarem o MPLA:

– No ranking da corrupção divulgado pela Transparência Internacional, nos 168 países analisados, Angola ocupa a posição 164, sendo apenas ultrapassada pela Somália, Coreia do Norte e Afeganistão. Cabo Verde, por exemplo, está na 40ª posição.

– Em Angola, mais de 68% da população vive em pobreza extrema e a taxa estimada de analfabetismo é de 58%.

– Em Angola, a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens, ou seja, o cabritismo, é o método utilizado pelo MPLA para amordaçar os angolanos.

– Em Angola, o silêncio de muitos, ou omissão, deve-se à coacção e às ameaças do partido que está no poder desde 1975.

– Em Angola, a corrupção política e económica é, hoje como ontem, utilizada contra todos os que querem ser livres.

– Em Angola, o acesso à boa educação, aos condomínios, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, aos grandes negócios, às licitações dos blocos petrolíferos, está limitado a um grupo muito restrito de famílias ligadas ao regime no poder.

– Em Angola, por cada 1.000 nados vivos morrem 156,9 crianças até aos cinco anos, apresentando por isso a mais alta taxa de mortalidade mundial em 2015.

Por alguma razão, os médicos, em Angola, não precisam de dar as tradicionais palmadinhas nos recém-nascidos para eles chorarem. Explicam que para os bebés começarem logo a chorar basta dizer-lhes que nascerem em… Angola.

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