CABO VERDE. A nova presidente da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC) de Cabo Verde, Zaida Freitas, pediu hoje ao poder público cabo-verdiano que priorize uma “política de protecção integral” dos direitos humanos no país.

“Para que haja mudanças de paradigma, para que uma realidade seja mudada, é preciso que o poder público priorize uma política de protecção integral dos direitos humanos, mas também é preciso que os seres humanos estejam dispostos a mudar essa realidade”, pediu.

Zaida Freitas falava na cidade da Praia na cerimónia de tomada de posse como a terceira presidente da CNDHC de Cabo Verde, instituída em 2004, e cuja primeira presidente foi a escritora Vera Duarte.

A nova presidente da CNDHC, que substitui Zelinda Cohen, reconheceu que o país tem vindo a dar “passos importantes” na construção de um Estado democrático e de direito, mas salientou que as conquistas não estão ainda plenamente incorporadas com uma cultura democrática.

“Cabo Verde apresenta ainda dificuldades que impedem a plena materialização dos direitos económicos, sociais e culturais. Apesar de não termos registo de violações massivas e generalizadas dos direitos humanos, actos de violência são cometidos todos os dias, sobretudo contra os mais vulneráveis”, avaliou.

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