ANGOLA. O Conselho Nacional de Comunicação Social (CNCS) apelou aos órgãos de informação a abster-se de publicar informações que causam perturbações da ordem e tranquilidade pública, pânico social, agitação política, ódio racial, tribal e étnico e outras práticas que configurem crimes, pelo que devem ser condenadas nos termos da legislação aplicável.

Este apelo que mistura tudo e mais alguma coisa, consta de uma deliberação aprovada em sessão plenária ordinária do Conselho Nacional de Comunicação Social, realizada no dia 26 deste mês, devido à aproximação do período que culminara com as eleições gerais previstas para 2017.

O CNCS chama atenção da comunicação social no sentido de pautarem o seu trabalho respeitando estritamente o rigor, a objectividade, a isenção e o confronto de informação. Pelos vistos pretende ensinar o Padre Nosso ao vigário.

Por respeitar a gestão editorial de cada órgão, o CNCS mostra-se preocupado com a gestão desproporcional na cobertura de factos noticiosos, bem como congratula-se pela aprovação na generalidade, pela Assembleia Nacional, do pacote legislativo aplicável à comunicação social que contempla dentre outras a lei da Entidade Reguladora da Comunicação Social de Angola.

Avança que os estes instrumentos legais vão permitir o exercício da comunicação social com maior responsabilidade e pôr cobro a um conjunto de práticas reiteradas que em nada dignificam a classe jornalística. O MPLA não diria melhor. Ou foi mesmo o comité da especialidade do MPLA que redigiu este texto?

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