ANGOLA. A China manteve o primeiro lugar entre os destinos das exportações angolanas e na origem das importações, no primeiro trimestre de 2016, mas Portugal aumentou as compras que faz a Angola em 17,1%, em termos homólogos.

De acordo com um documento estatístico do comércio externo do primeiro trimestre, do Instituto Nacional de Estatística (INE) angolano, libertado apenas este mês e ao qual a Lusa teve hoje acesso, a China fez compras a Angola – essencialmente petróleo – de 435,2 mil milhões de kwanzas (2,3 mil milhões de euros) naquele período.

A China aumentou em mais de 12% as compras a Angola, em termos homólogos, atingindo uma quota de 49,6% do total das vendas angolanas ao exterior.

Na lista das exportações angolanas surge depois a Índia, com uma quota de 7,5%, e os EUA, cuja quota foi de 5,7% nos primeiros três meses do ano.

Ainda neste período, Portugal reforçou as compras que faz a Angola (+17,1%), que subiram assim para 39.064 milhões de kwanzas (213,2 milhões de euros), e para uma quota de 4,4%, ascendendo ao quarto destino das exportações angolanas.

A China manteve a liderança também nas importações feitas por Angola, depois de em 2015 ter já destronado Portugal do primeiro lugar.

Apesar de terem vendido menos (-22,3%), as empresas chinesas conseguiram exportar para Angola bens e serviços no valor de 71.420 milhões de kwanzas (389,8 milhões de euros), com uma quota de 15,3%.

Portugal mantém o segundo lugar, com uma quota de 14,4%, tendo vendido a Angola, nos primeiros três meses do ano, 67,202 mil milhões de kwanzas (366,8 milhões de euros), uma quebra homóloga superior a 29%, segundo o INE angolano.

Os Estados Unidos da América passaram a ser o terceiro fornecedor de Angola, com uma quota de 9,4%, seguidos do Brasil, com 5% do total das compras angolanas ao exterior.

Fonte: Lusa

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