Os ovinos são animais gregários. Na gestão das pastagens é necessário ter cuidados especiais com estes animais porque, devido ao gregarismo, movimentando-se em grupo, há a possibilidade de eles estragarem mais do que comem.

Por Domingos Kambunji

Com as patas podem pisar e destruir os alimentos que poderiam servir para o rebanho da espécie ou para os rebanhos de outras espécies.

É por isso que no maneio destes animais se deve alternar os locais onde pastam e se deve limitar a sua área de movimentação. A rotação nos locais de pastagem é uma técnica utilizada para que eles ingiram o absolutamente necessário para as funções que desempenham, aproveitando assim maximamente o alimento disponível, sem desperdício

Sabemos que os ovinos em geral, e os carneiros em particular, são animais muitos teimosos. Por vezes têm tendência de marrar para defenderem o que julgam ser o seu território.

No caso concreto dos carneiros, sabemos que eles deixam de ter interesse zootécnico quando acumulam demasiada gordura. Tornam-se mais estáticos e apresentam maiores dificuldades para serem utilizados como exemplares de interesse zootécnico

Por isso é que os especialistas em produção animal têm cuidados alimentares com os carneiros sementais e gerem a sua alimentação para que não engordem excessivamente.

Há regiões do planeta, especialmente em África, em que os proprietários de ovinos têm um enorme orgulho por possuírem nos seus rebanhos carneiros velhos exageradamente obesos, pensando que isso é sinónimo de prosperidade. Estão profundamente enganados porque esses animais têm fraco valor funcional, são pouco produtivos devido ao exagerado volume corporal em gordura, um elevado desperdício no consumo dos recursos alimentares disponíveis, sempre limitados.

Esse tipo de carneiros apresentam uma gula enorme, por mais alimentos que ingiram têm a tendência para quererem ingerir ainda mais, por vezes para além das suas capacidades digestivas.

O carneiro tem a tendência para perder as capacidades nas funções que deve desempenhar no rebanho com o avanço da idade. Os carneiros velhos têm um reduzido, quase nulo, interesse zootécnico. Insistir na presença destes carneiros no rebanho contribui para o desperdício de recursos, sem qualquer interesse económico na gestão dos animais.

Nas explorações agro-pecuárias racionais, os carneiros velhos e obesos são refugados, substituídos por animais de maior valor zootécnico.

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