ANGOLA. A Amnistia Internacional lançou uma campanha pedindo a libertação incondicional de Francisco Gomes ‘Dago Nível Intelecto’, um angolano “preso de consciência”, detido há seis meses por ter gritado no tribunal de Luanda que o mediático julgamento de 17 activistas era aquilo que toda a gente sabia que era: uma “palhaçada”.

Aquela organização afirma que ‘Dago Nível Intelecto’ é um “prisioneiro de consciência”, que continua detido (desde 28 de Março de 2016), a cumprir uma pena de oito meses de cadeia, apesar de os 17 activistas condenados a penas de prisão de até oito anos e meio, por suposta e nunca provada rebelião e associação de malfeitores, terem sido libertados no final de Junho.

Para a Amnistia Internacional, o activista foi condenado e punido “pelo simples exercício do direito de liberdade de expressão”, afirmando a organização que o julgamento em causa “esteve crivado de inconsistências e erros”. Ou seja, foi mesmo uma “palhaçada”.

“O Francisco Mapanda podia ser qualquer um de nós”, lê-se no comunicado da Amnistia Internacional que acompanha a petição lançada nos últimos dias, por ocasião dos 6 meses de prisão do activista, a dirigir ao ministro da Justiça e Direitos Humanos de Angola, Rui Mangueira, pedindo a libertação “imediata e incondicional” do activista.
“Mais apelo a vossa excelência para assegurar que, enquanto Francisco Mapanda aguarda a libertação, não seja sujeito a tortura ou outros maus-tratos, tal como sucedeu aquando da sua transferência para a Cadeia de Caquila, em que foi espancado por guardas prisionais”, lê-se no texto da petição.

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