ANGOLA. A moção de estratégia do líder do MPLA, apresentada no VII congresso, que decorre em Luanda, parece ter descoberto a pólvora.

Assim apresenta (repare-se no alcance da estratégia) a consolidação da paz e da democracia, o desenvolvimento económico e social e a modernização do sistema de defesa.

A moção do único candidato à reeleição, o que só por si mostra a pujança democrática do MPLA, tem como base um diagnóstico estratégico e contém um conjunto de orientações (igualmente, pois claro, estratégicas) para o alcance dos grandes desígnios nacionais no período 2016/2021.

Na moção do “querido líder” considera prioritário a consolidar a paz, reforçar a democracia e preservar a unidade e a coesão social, para além de – eis mais um episódio da comédia – querer promover o desenvolvimento da sociedade civil participativa e responsável e assegurar a inclusão política dos cidadãos, sem discriminação.

Edificar o Estado Democrático e de Direito forte, moderno e regular da vida económica e social e promover o desenvolvimento sustentado, assegurando a inclusão económica e social, a estabilidade macro-económica, a diversificação da economia e reduzir as desigualdades, são outros dos desígnios da Moção de Estratégia que, só por si, até parece oriunda de um partido democrático que aceita de facto a democracia.

De acordo com o presidente do MPLA, também Titular do Poder Executivo e Presidente da República (nunca nominalmente eleito) importa estimular a transformação económica, o desenvolvimento do sector privado e a competitividade e promover o desenvolvimento humano e a qualidade de vida dos angolanos, tais como a erradicação da fome e da pobreza extrema.

Nada disto foi possível até agora porque, recorde-se, o MPLA só está no poder consecutivamente desde… 1975. Precisa, por isso, de mais uns 30 anos no poder.

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