A polícia secreta do MPLA “pescou”, do telefone do Rafael Marque, um dos meus endereços electrónicos, a última vez que detiveram este jornalista.

Por Domingos Kambunji

Agora não se cansa de oferecer-me empregos, em Angola. Está muito interessada em querer saber o meu curriculum vitae e o meu resumé. Já lhe disse, num artigo que publiquei, que não preciso de trabalhos fictícios e estou muito satisfeito com as funções que desempenho. Não sei se essa polícia secreta chegou a dar os cumprimentos que lhe pedi que desse ao Rafael e aos Revús.

Eu cheguei à conclusão de que a mais recente empregadora do MPLA, “Martina Leonard”, é bissexual, porque vai mudando de pseudónimos com elevava frequência, alternando nomes masculinos e femininos. Eu nunca estive interessado nessas “modernidades”.

Com tantos filhos e filhas, de tantas mulheres, que o José Eduardo dos Santos tem… porque anda a Martina Sinfona tão interessada nos meus curriculum vitae e resumé?

O conselho mais sincero que poderei oferecer, gratuitamente, à Martina, é de que tente contactar a deputada Tchizé dos Santos. Esta personalidade humorística demonstra grande avidez em ocupar muitos cargos políticos e profissionais, em Angola, apesar de se revelar como uma pessoa incompetente e insegura. Estas características, em Angola, não são um contratempo maior, o Nepotismo Feudal consegue compensar esse mal. Também é para isso que existe a OMA – “Organização das Mulheres do negÓcio”.

A OMA não existe para defender todas as mulheres angolanas. Serve apenas para proteger as filhas e as mulheres da divindade presidencial e as damas de honor da corte do Poder Feudal. Foi por isso que a OMA ficou calada quando a Laurinda Gouveia e a Rosa Conde foram assaltadas e espancadas pelos cangaceiros do MPLA.

Foi por isso que a OMA ficou calada quando as zungueiras foram espancadas e roubadas pelos cangaceiros do MPLA, cumprindo “ordens superiores”.

É por isso que as dirigentes da OMA ficam caladas com as vergonhosas taxas de mortalidade infantil em Angola.

Se falarem podem perder o direito ao pirão e a receber assistência médica nas melhores clínicas no estrangeiro. Foi e é para isso que a OMA elegeu a Tchizé para o Comité Central do MPLA.

É por tudo isto que aconselhamos a Martina a filiar-se na OMA, com a ajuda da Tchizé dos Santos. Se tomar essa decisão, a Martina será obrigada a adoptar somente pseudónimos femininos!

Os meus curriculum e resumé apresentam-me como desempenhando funções numa profissão que defende valores holísticos. A Martina Sinfona não conseguiria perceber as funções que desempenho e teria necessidade de contratar um tradutor especializado, dum país estrangeiro, civilizado, ou uma daquelas vítimas que foram e são condenadas pelos tribunais angolanos da ditadura, por se dedicarem à leitura.

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