O Comité Central do MPLA, liderado por José Eduardo dos Santos, recomendou hoje ao Governo, liderado por José Eduardo dos Santos, a adopção de medidas que permitam acelerar a diversificação da economia do país. Consta que o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, está de acordo.

A informação consta do comunicado final da segunda reunião ordinária de 2015 do Bureau Político do Comité Central do partido, que decorreu hoje em Luanda sob direcção do líder do MPLA, Presidente da República e chefe do Governo, José Eduardo dos Santos, para analisar, nomeadamente, a governação do país.

Sobre a diversificação da economia, numa altura em que as receitas fiscais do país desceram fortemente, face à quebra da cotação internacional do barril de petróleo, aquele órgão político concluiu que esse processo “tem apresentado resultados assinaláveis”.

Ainda assim, recomendou ao executivo “a tomada de medidas apropriadas, com vista à aceleração da implementação dos principais programas e projectos, que conformam a estratégia da diversificação da economia nacional”.

A Assembleia Nacional angolana vai analisar a diversificação da economia nacional na próxima quinta-feira, tema proposto precisamente pelo MPLA para o habitual debate mensal.

A proposta surge numa altura em que a nova versão do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2015, revisto precisamente devido à quebra da cotação internacional de petróleo, produto que representa 98% das exportações do país, já entrou em vigor, depois de publicado em Diário da República, a 09 de Outubro.

A crise do petróleo, que em 2015, na previsão do novo OGE, fará reduzir o peso do crude nas receitas fiscais para 36,5%, face aos 70% do ano anterior, tem sido apontado como motivo para acelerar a diversificação da economia nacional, concentrada nesta actividade.

Agricultura, indústria ou turismo são algumas das actividades em que assenta a prioridade do Governo angolano para a diversificação da economia nacional, inclusive com apoios estatais ao investimento privado.

O antigo ministro de Estado e chefe da Casa Civil da Presidência, Carlos Feijó considerou numa conferência realizada em Lisboa, a 01 de Abril, que Angola falhou o objectivo da diversificação económica proposto no final da década passada.

“Esta fase de diversificação da economia, que deveria permitir que chegássemos a 2017 e entrássemos na fase de sustentabilidade da economia, temos de dizer que não fomos assim tão bem sucedidos”, disse Carlos Feijó.

Devido à crise do petróleo, e à forte dependência das receitas com a exportação de crude, o Governo angolano prevê um défice de 7% do Produto Interno Bruto em 2015. O “buraco” nas contas públicas angolanas de 2015 está avaliado em 806,5 mil milhões de kwanzas (6,8 mil milhões de euros).

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