A transportadora aérea angolana TAAG prevê prejuízos de 99 milhões de dólares em 2014, resultados que o Governo pretende reverter totalmente até 2019, através da parceria com a companhia Emirates.

A informação consta do Plano Estratégico e de Negócios da TAAG, no âmbito do Contrato de Gestão da transportadora pública angolana celebrado com a Emirates Airlines para o período entre 2015 e 2019, prevendo, dentro de cinco anos, resultados operacionais positivos de 100 milhões de dólares.

O documento, bem como o novo Conselho de Administração da companhia de bandeira angolana, que passa a ser liderada por representantes da Emirates, foi agora analisado na reunião conjunta das comissões Económica e para a Economia Real do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

No final do encontro, o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, traçou a perspectiva de a empresa ultrapassar os 3,3 milhões de passageiros transportados anualmente a partir de 2019, com o reforço das ligações internacionais, nomeadamente para a Europa.

“Ao longo dos anos, a TAAG tem registado resultados negativos ao nível da sua exploração, de modo que prevê-se com este quadro a viragem de uma nova página”, disse o ministro, após a discussão deste plano para a companhia, que prevê chegar a uma frota de 21 aeronaves em 2019.

A formação de quadros angolanos no Dubai, na academia da Emirates, e a introdução de uma “gestão profissional de nível internacional” são objectivos deste contrato, que assenta na reestruturação financeira da TAAG, com a meta da facturação anual a passar de 700 milhões de dólares em 2014 para 2,3 mil milhões de dólares dentro de cinco anos.

“Pretende-se que a TAAG seja saneada do ponto de vista económico e financeiro, através da optimização dos seus postos [de trabalho] e de economias de escala”, defendeu o governante angolano.

A “redução de custos operacionais” está prevista na nova gestão da TAAG.

O novo Conselho de Administração da transportadora será composto por nove elementos, dos quais cinco executivos – quatro nomeados pela Emirates e um pelo Estado angolano – e quatro não-executivos.

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