A agenda é única, no 28 de Agosto: o sonho de sermos livres de qualquer tipo de tirania, disfarçada que seja… Lá onde estiver, em Angola ou nos quatro cantos do mundo, vamos a partir das 15 horas, buzinar (15 minutos) em nome da vida, da justiça, da liberdade, da democracia, batendo tampas e panelas, quem em casa ou no quintal estiver em nome das liberdades.

N inguém fará por si, hoje, e pelos seus netos, amanhã, se não agir e lutar agora, sem medo e cobardia. Esta é a hora.

A hora da liberdade!

Emanuel Matondo da Alemanha tem uma inquietação, como irão fazer, eles na diáspora? Fácil, diante das nossas emblemáticas embaixadas, todos os angolanos com as suas viaturas ou tampas, ecoem bem alto o som da indignação, da opressão, das injustiças a favor da democracia.

Como sempre, vamos poder contar, em Lisboa, com o Coelho, o Santana e quem sabe, com o Agualusa, o Ondjaki e outros, com o Liberal na França, o Joel na Bélgica, o Amarildo nos Estados Unidos, o Fançony na Inglaterra, o Caetano no Canada, o Franck na África do Sul, entre outros companheiros na diáspora, que já se predispuseram a mobilizar o maior número de angolanos.

Aqui, em Angola, vamos contar com o apoio de todas as ONG’s, dos jovens Revús, dos jovens taxistas, das zungueiras, vendedores ambulantes, dos activistas dos Direitos Humanos e dos militantes dos partidos políticos, livres das amarras e principalmente dos cidadãos oprimidos em Cabinda e nas Lundas, que regularmente se batem em nome da LIBERDADE e da DEMOCRACIA.

A proposta é realizarmos um acto pacífico, em todo o mundo, onde haja um angolano comprometido com as liberdades, sem insultos nem ofensas, mas com palavras de ordem de elevação e os seguintes cartazes:

LIBERDADE JÁ
DEMOCRACIA REAL
JUSTIÇA IGUAL PARA TODOS
NÃO À CORRUPÇÃO INSTITUCIONAL
ELEIÇÕES LEGISLATIVAS E PRESIDENCIAIS

No dia 28 de Agosto vamos mostrar ao regime que não somos vingativos como eles, que nunca iremos lutar, para cometer as mesmas injustiças, praticadas ao longo de 40 anos contra a maioria inocente. Nós queremos a LEI e é com a lei que devemos mudar o rumo do país, porque o rancor e ódio, apenas abrirão mais crateras de divisão entre os angolanos.

Devemos manifestar uma forte vontade em continuar a apostar numa verdadeira luta pacífica, sem armas bélicas, para ver o fim da tirania e a consolidação da democracia.

A democracia parida numa manjedoura grega no ano 508 a.C, assentava caboucos na respeitabilidade da diferença e dos diferentes nas ideias, nos pensamentos e nas atitudes, por ser, na visão do seu percursor, Clistenes, uma alternativa a tirania.

Hoje, século XXI, cada um, na sua trincheira, vendo o país a ir para o abismo, face às políticas de exclusão, discriminação, corrupção e injustiças, não pode ficar indiferente.

A participação cidadã, nos momentos cruciais, fará transbordar o leito do rio das liberdades em cada canto e lar, para todos beberem do instituto superior das liberdades individuais e sociais como homens livres das amarras da ditadura, da centralização da economia e do poder político.

Ser totalmente livre é a maior riqueza de um homem.

Permitir a liberdade de movimento, a liberdade de pensamento, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e a liberdade de sonhar, constitui a nobreza de um líder comprometido com o(s) seu(s) povo(s), bem como a vitalidade e carácter das suas políticas.

Infelizmente, para a maioria dos povos autóctones de Angola, a partidocracia dirigente do país, tem tanto medo da democracia como o diabo da cruz, agravada pelo facto do líder ter ainda maior aversão a ela. Fica com insónias, quando alguém evoca institutos como as liberdades, transparência e fim da corrupção.

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