“Estou a frequentar o Curso de Comunicação social em Angola mais concretamente na província de Cabinda, no Instituto Médio João Paulo II. Por causa disso leio muito. Inicialmente detestava as redes Sociais, para alguns a chamada /imprensa digital.

Por Matondo José Carlos

A conselhado por alguns docentes e colegas (jornalistas) com alguma experiencia mudei de atitude. Escrevo pela primeira vez aos meus cotas que trabalham nos distintos jornais, há muito tempo na ânsia de que me irão ajudar corrigir e dar oportunidade.

Acreditem cotas este será o meu primeiro artigo caso venha a ser publicado, por sinal uma exigência que temos numa das cadeiras nucleares.

Cabinda. Difamação, Calúnia e Intrigas até quando?

Antes de tudo quero recordar aos mentores dos últimos artigos publicados pelo Clube k sobre a província de Cabinda e depois retomados na íntegra ou parcialmente por alguns meios de Comunicação privados, que em Angola, à semelhança do que acontece em outras partes do Mundo, difamação calúnias e inverdades são práticas que nos podem levar a responder criminalmente.
Pelo facto, não aconselho a quem quer que seja a insistir com esta prática que até é feia.

Não sei se a troco de alguns trocados, ou por outras razões, virou moda, fazer difamações, calúnias e até fabricarem matérias sobre a vida das pessoas e sobre a província de Cabinda.

É verdade que também falam de outras pessoas e outras províncias. Quem assim procede, muitas vezes vesse obrigado a fazer desmentidos, o que por si só descredibiliza os órgãos que estes profissionais representam, factos que contribuem para os despedimentos, baixa de categoria, e as vezes indemnizações ou processos crimes.

Aprendi com os meus professores e confirmei com o saber aprofundado que um jornalista de verdade; deve preocupar-se com o que escreve, ter fontes credíveis para além de saber cruzar as fontes.

Uma prática (regra) que infelizmente há muito tempo deixou de ser cumprida.

Não pretendo ensinar o ”Pai Nosso” a ninguém, até porque estou a começar, mas num mundo globalizado, só não aprende ou materializa o aprendizado, aquele que não quer ou não tem capacidade para o fazer.

A estes, recordo outro conselho gratuito, de um dos meus professores mais extravagante e exigente: “Existem profissões onde audácia, deontologia e ética, são menos rigorosas do que no Jornalismo”

Retomando as calúnias, difamações e intrigas, que dominam as redes sócias e multiplicadas por alguns mídias privados, acredito que não custa nada fazermos uma chamada telefónica, uma viagem quer seja de barco, avião, comboio, ou mesmo por estradas; estas ultimas muito boas, e sub­aproveitadas pelos amantes do excesso de velocidades que teimosamente continuam a fazer delas autênticas pistas de corrida; dai o elevado índice de sinistralidade rodoviária no país.

Hoje é possível e muito mais fácil, conhecermos o que se está a fazer em cada província. Quem está a fazer e qual a qualidade da obra ou serviço que se está a prestar.

Fruto do rigor que a gestão do erário público obriga e do controlo cerrado do Ministério das Finanças e tribunal de contas. Quem não estiver de facto a aplicar os valores que recebe para as obras ou investimentos no quadro do combate a fome e a pobreza, visando a melhoria das condições de vida do povo Angolano, outro caminho não tem.

O discurso de fim de ano do Chefe do Executivo, o Presidente José Eduardo Dos Santos foi demasiado homogéneo.

Sem pretender detalhar qualquer um dos aspectos evocados, relativamente à governação da província mais ao Norte do País, eu enquanto cidadão, me sentiria muito feliz caso os signatários dos artigos sobre a governação em Cabinda e noutras parcelas em análise, pudessem trazer para os leitores imagens, depoimentos e quiçá informações que de certeza existem sobre o que de bom está a acontecer nestas mesmas províncias e particularmente em Cabinda, Província muito mediatizada. Que o digam os ex-governadores Amaro Taty, Aníbal Rocha ou mesmo o general Mawete João Baptista.

Ao contrário, quando apenas lemos, criticas, desprezos em fim noticias fabricadas e grande parte destas pela negativa; depreendo que se pretende tão-somente “denegrir”. Já la diz o velho adágio e os grandes filósofos concordam, “quem desdenha quer comprar” “ um bom critico e aquele que mostra soluções e não critica apenas.

E o que tenho estado a ver relativamente a Cabinda. Meus compatriotas; está longe disso.

Perdoem­me caso esteja errado, mas não vejo outra razão para se falar tanto e quase toda a hora de Cabinda, quando todos temos conhecimento das reais condições que o “enclave” tem não podemos nos esquecer que até hoje, ainda é a única província que não tem ligação por estrada com o resto do país.

Muitos se perguntarão. O que mudaria, Pois é uma óptima pergunta e deveria servir de reflexão para todos aqueles inclusive os signatários de matérias criticando ou difamando a governação.

Enquanto redigia este artigo, ouvia o pronunciamento de um jovem técnico de andebol de Cabinda, Amigos de Pai Djock, que dizia literalmente o seguinte: ”Estou com lágrimas nos olhos não consigo expressar o que sinto. Participei do campeonato provincial ganhei e agora que deveria representar a província no nacional, não posso ir porque de Cabinda à Luanda só podemos ir de avião ou de Barco. Quanto mais até Lubango? “ Este exemplo pragmático permite vislumbrar o que mudaria em Cabinda se as estradas permitissem a ligação com o resto do país.

Quero terminar convidando os fazedores de opinião, quer sejam ligados a imprensa privada quer sejam estatais, que a muito tempo não visitam a província mais ao Norte de Angola para o fazerem.

Acreditem est< oportunidade impar, vai propiciar um maior conhecimento sobre o que se está a fazer em Cabinda, Quem está a fazer e que projectos existem visando a melhoria das condições de vida dos cerca de seiscentos e oitenta mil habitantes.

Temos ouvido quase todos os dias, pronunciamentos dos responsáveis pelos serviços Prisionais e outros órgãos que as cadeias do país, estão sem espaço para reclusos, de igual forma temos acompanhados vários casos de indivíduos indiciados da prática ou cometimento de vários crimes. As burlas furtos e homicídios encabeçam a lista mas, os de difamação calúnia injúria e outros também existem.

Não nos deixemos enganar nem permitamos que antes mesmo de recebermos as carteira profissionais, nos transformem numa das vítimas, pelo simples facto de desrespeitarmos regras que bem conhecemos.”

Nota da Redacção: Foi respeitado integralmente o texto de Matondo José Carlos. No entanto, por uma questão de respeito pela língua, foram feitas algumas correcções ortográficas.

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